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Diário da Região

14/09/2016 - 00h00min

Aumenta a coleção de medalhas

Brasil conquista mais cinco no atletismo, uma no tênis de mesa e outra no halterofilismo

Aumenta a coleção de medalhas

Alaor Filho/MPIX/CPB Revezamento foi campeão nos 4x100m das classes T11 a T13
Revezamento foi campeão nos 4x100m das classes T11 a T13

O atletismo brasileiro faturou mais cinco medalhas - uma de ouro, duas de prata e duas de bronze no sexto dia dos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro. A medalha dourada foi obtida pelo revezamento 4x100m masculino, de classes T11 a T13, que atingiu o tempo de 42s37 e bateu o recorde paraolímpico.

Daniel Silva e Felipe Gomes, da classe T11, Diogo Ualisson da T12 e Gustavo Henrique da T13 quebraram o recorde que pertencia a Rússia, conquistado em Londres 2012, que foi de 42s66. A China foi prata e o Uzbequistão levou o bronze. Odair Santos ganhou prata nos 1,5 mil metros, categoria T11 - destinada aos deficientes visuais que são totalmente cegos - marcando 4m03s85. O vencedor foi o queniano Samwel Mushai Kimani, com 4m03s25. O turco Semih Deniz completou o pódio.

No salto em distância da classe T37, Mateus Evangelista atingiu a marca de 6,53 metros e foi prata. O chinês Guangxu Shang estabeleceu novo recorde mundial, com 6,77m, e ganhou o ouro. O bronze ficou para Haider Ali, da Arábia Saudita, com 6,28m. Ainda no atletismo, o velocista Edson Pinheiro ficou com o bronze nos 100 metros T38, para atletas com paralisia cerebral. O chinês Hu Jianwen levou ouro e o australiano Evan O’Hanlon ficou com a prata.

Na final dos 200m rasos da categoria T11 (deficientes visuais), Terezinha Guilhermina, com o guia Rafael Lazarini, que é de Jales, foi desclassificada ao queimar a largada. O pódio teve, nesta ordem, a britânica Libby Clegg e as chinesas Cuiqing Liu e Guohua Zhou. Terezinha ainda competirá nos 400m rasos (categoria T11) e no revezamento 4x100m.

 

Evânio Silva - 14092016 Evânio Silva chora no pódio com a prata no halterofilismo

Outras medalhas

Com a marca de 210kg, o brasileiro Evânio Silva ganhou a prata na categoria até 88kg. Aos 32 anos, o baiano repetiu o feito do Parapan de Toronto, Canadá. O ouro ficou com Mohammed Khalaf, dos Emirados Árabe Unidos e o bronze para Sondnompiljee Enkhbayar, da Mongólia. Por conta de uma sequela de poliomelite, Evânio tem um encurtamento na perna direita. Na classe 10 do tênis de mesa, Bruna Alexandre venceu a dinamarquesa Sophie Walloe por 3 sets a 0 (11/2, 13/11 e 11/8) e ficou com o bronze.

Esportes coletivos

Na semifinal do futebol de 5, o Brasil enfrenta a China nesta quinta-feira, às 16h. O time brasileiro se classificou em 1º lugar no Grupo A, com sete pontos, ao empatar sem gols com o Irã, que ficou em 2º lugar, com cinco. A outra semi será entre iranianos e argentinos. A Argentina ficou em 1º no Grupo B com o empate de 0 a 0 com a China. Como empataram em todos os critérios, disputaram a liderança do Grupo B nos pênaltis, com vitória por 2 a 1 dos sul-americanos.

O basquete em cadeiras de rodas feminino, que teve Ana Aurélia e Rosália Ramos, da ADR de Rio Preto, acabou eliminado nas quartas de final ao perder de 66 a 35 dos Estados Unidos. O masculino, que tem Paulo César Jatobá e Erick, ambos do CAD, joga as quartas de final contra a Turquia, nesta quarta, 21h. No último jogo da fase de Grupos, o Brasil perdeu da Alemanha por 73 a 61. No vôlei sentado feminino, o Brasil bateu a Holanda por 25/18, 25/15 e 25/21 e está na semifinal.

 

Phelipe Rodrigues e André Brasil - 14092016 Phelipe Rodrigues e André Brasil foram bronze e prata nos 100m

Natação sobe ao pódio em mais duas provas

O Brasil conquistou duas medalhas na prova dos 100 metros livre S10, nesta terça-feira, nos Jogos Paralímpicos. O nadador André Brasil ficou com a prata, enquanto que Phelipe Rodrigues levou o bronze. A vitória foi do ucraniano Maksym Krypak. Nadando lado a lado, nas raias 2 e 3, André e Phelipe fizeram uma prova emocionante do início ao fim. Phelipe chegou a virar os 50 metros em primeiro e André passou a disputar braçada a braçada com eles nos metros finais, levando o público ao delírio no Estádio Aquático.

No fim, porém, a dupla foi ultrapassada por Krypak, que passa por grande fase e marcou o tempo de 51s08. André marcou 51s37, enquanto que Phelipe fez 51s48. Segunda-feira, André Brasil havia sido bronze nos 100m borboleta S10, enquanto que Phelipe Rodrigues já havia conquistado a prata nos 50m livre S10 na semana passada. A classe S10 é disputada por nadadores com afetação leve de uma ou duas extremidades ou comprometimento leve de uma ou diversas articulações.

Terceiro maior medalhista paralímpico do País, atrás apenas de Daniel Dias e de Clodoaldo Silva, André Brasil conquistou sua segunda medalha nos Jogos do Rio e a 12ª na história da Paralimpíada. Ele compete desde os Jogos de Pequim, em 2008. Já Phelipe Rodrigues faturou a sua quinta medalha paralímpica. Ele já tinha quatro pratas, conquistadas em Pequim-2008 e Londres-2012.

 

Mateus Evangelista - 14092016 Mateus Evangelista ganhou a prata no salto em distância T37

Unhas

O bronze paralímpico de Phelipe Rodrigues foi garantido por uma vantagem de apenas seis centésimos para o quarto colocado, o ucraniano Denys Dubrov. A diferença mínima pode ter sido assegurada por uma estratégia de Phelipe: o tamanho das unhas. Pouco depois de deixar a piscina do estádio Aquático Olímpico nesta terça-feira, Phelipe Rodrigues contou que deixou de cortar as unhas das mãos para tentar conseguir alguma vantagem em uma prova tão apertada.

E ele considerou que a estratégia funcionou. “As provas de 50 e 100 metros são decididas no detalhe. Eu estiquei tudo que consegui esticar, deixei minha unha crescer pra ver se fazia a diferença, e fez a diferença”, disse Phelipe, que não trocou de lugar no pódio com André Brasil por apenas 11 centésimos. “Não vou tirar o mérito de quem chegou na minha frente, mas dei o que tinha que dar.” 

 

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