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Diário da Região

06/11/2015 - 00h00min

Nossas craques no game

Atacante Darlene e goleira Luciana, estão no jogo do Fifa 2016

Nossas craques no game

Guilherme Baffi A goleira Luciana e a atacante Darlene, ambas da equipe rio-pretense, semifinalista do Campeonato Brasileiro, conheceram o jogo ontem a convite do Diário; elas  estão na Seleção Brasileira, receberam um valor não divulgado como direito de imagem e prometem comprar o game para começarem a praticar
A goleira Luciana e a atacante Darlene, ambas da equipe rio-pretense, semifinalista do Campeonato Brasileiro, conheceram o jogo ontem a convite do Diário; elas estão na Seleção Brasileira, receberam um valor não divulgado como direito de imagem e prometem comprar o game para começarem a praticar

Eles já entraram para a história por participarem do primeiro game de futebol feminino produzido por empresas especializadas. A atacante rio-pretense Darlene, de 25 anos, e a goleira mineira Luciana, de 28, que defendem o Rio Preto no Campeonato Brasileiro da modalidade e pertencem a Seleção Brasileira permanente, criada pela CBF, são personagens do Fifa 2016, game criado pela Eletronic Arts e lançado oficialmente em setembro. “Eu não sabia se seria incluída, fiquei surpresa quando alguns amigos postaram fotos, mas estou superfeliz”, disse Darlene, que neste ano também participou do álbum oficial de figurinhas da Copa do Mundo de Futebol Feminino.

“É gratificante saber que o trabalho da gente está sendo reconhecido mundialmente. Fico até boba, pois é a primeira vez e uma lembrança que teremos para o resto da vida”, emendou Luciana. As duas jogadoras foram convidadas pelo Diário para conhecer o jogo em visita a Akira Games, em Rio Preto. As primeiras impressões causaram risos. “A chuteira da Cristiane é igualzinha”, disse Luciana, sobre a realidade do game. “Até o cabelo da Betânia é igual”, emendou Darlene aos risos. A reação foi a mesma quando viram seus perfis, salvo algumas informações erradas quanto ao peso e à altura. Até o gesto de erguer os olhos para o céu quando perde uma jogada de ataque, no caso de Darlene, foi reproduzido fielmente.

O posicionamento de Luciana no gol também chamou a atenção. “É perfeito, até meus joelhos”, disse Luciana, que ficou quatro quilos mais magra - 74 para 70, na estatura de 1,71 metro. No caso de Darlene, encolheu dois centímetros do 1,72m e ficou cinco quilos mais magra - 60 para 55. As jogadoras sabiam do projeto do game desde o Torneio Internacional de Brasília, realizado no ano passado, quando todas passaram por uma sessão de fotos, com direito a produção e maquiagem. O trabalho da produtora do game seguiu em março na Copa Algarve, em Portugal. As atletas receberam direitos pela seção de imagem, mas preferiram não revelar valores.

Mas, segundo elas, parte do ganho será comprometida com a compra do game e da máquina para jogar. “Tenho de comprar para guardar de lembrança”, disse Luciana, que na juventude gostava de jogar o Fifa em suas versões anteriores, no futebol masculino. “Tive o Play Station 1, depois o 2 e virava noites jogando”, relata. Darlene também teve o Play 3 e culpa a falta de tempo nos dias de hoje por não jogar tanto. “Era viciada em jogar o Fifa, agora não dá mais tempo”, argumentou Darlene. O Rio Preto encara o Centro Olímpico no domingo, às 17 horas, no estádio Anísio Haddad, no primeiro confronto da semifinal do Brasileirão. A entrada é gratuita ao público. O segundo duelo está marcado para o dia 15 de novembro, no estádio José Liberati, em Osasco.

 

Arte - Game Fifa 2016 Feminino - 06112015 Clique na imagem para ampliar

Jogo cativa pela semelhança das atletas

O Fifa 2016 encanta os amantes de jogos de games pela semelhança quase que perfeita trazida nos traços dos jogadores e das características físicas praticamente idênticas. Movimentos e trejeitos parecidos com os dos atletas reais, captados por movimentos dos jogadores e jogadoras, fazendo com que quem jogue se sinta muito perto da realidade. “A cada ano os gráficos ficam mais parecidos”, disse Valmir Araújo, do Akira Games, destacando até o fato da roupa das jogadoras ficarem sujas após quedas. 

No jogo, Darlene tem rating 71 (nível de qualidade que vai até 99), mas não é titular da equipe. Cristiane, outra jogadora da Seleção, tem 83 e ocupa um lugar no ataque junto com Marta (88) e Andressinha (74). Darlene usa a camisa número 22 e no comparativo de informações mental/físico se destaca pelo equilíbrio (76), agilidade (74), impulsão (72) e pique (71). Na comparação de habilidade e qualidade, os números a seu favor são força de chute (77), finalização, cabeceio e pênalti, recebendo o rating 76 em todos, além de 72 para controle de bola e 71 para dribles.

Já a goleira Luciana, com rating 77 é titular do time de Vadão Alvarez e tem como destaque as qualidades de força (80) e reação (72). O jogo é comercializado para computadores, Play Station 3 e 4, além de X-Box 360 e One. O preço gira em torno de R$ 200. No futebol feminino, os jogadores podem selecionar entre 12 seleções nacionais, como Brasil, Alemanha, Estados Unidos, Suécia, Inglaterra, Canadá, Austrália, Espanha, China, Itália e México. 

Darlene acerta com clube da China

Uma proposta irrecusável fez a atacante Darlene trocar a estabilidade da Seleção Brasileira Olímpica pelo futebol da China. Em janeiro de 2016, a rio-pretense embarca para o país asiático onde defenderá o Changchun Yatai, da cidade de Changchun. O contrato é de um ano e pode ser renovado por mais tempo. “Estou pensando em meu futuro. Caso jogue bem lá sei que terei chances de seguir na Seleção e disputar as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro”, comentou Darlene.

O projeto da Seleção permanente, criado no ano passado pela CBF, garante um salário que varia entre R$ 9 mil e R$ 15 mil para que as jogadoras fiquem apenas treinando e jogando amistosos e torneios visando as Olimpíadas do Rio. O que seduziu Darlene na proposta chinesa é a possibilidade de ganhos extras por gols marcados, assistências, vitórias, empates e objetivos alcançados. Ela terá o aluguel de um apartamento pago pelo clube, além de um motorista à disposição para levá-la aos treinos e jogos.

A atacante, que ainda briga pela titularidade no time brasileiro, comandado pelo técnico Vadão Alvarez, teve outras propostas para jogar fora do país. Segundo ela, clubes da França, Estados Unidos e Coreia do Sul também demonstraram interesse na sua contratação. No Changchun, Darlene ainda terá a companhia de outras duas brasileiras da Seleção. A também atacante Raquel, ex-Ferroviária e Botafogo da Paraíba, e a zagueira Rafaelle, que defendeu o América-MG no Brasileirão deste ano.

 

 

 

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