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Diário da Região

29/06/2017 - 00h00min

Pedágio

Viajar para São Paulo fica mais caro

Pedágio

Edvaldo Santos Reajuste deste ano é bem superior ao de 2015, quando os pedágios ficaram 5,32% mais caros (Foto: Edvaldo Santos)
Reajuste deste ano é bem superior ao de 2015, quando os pedágios ficaram 5,32% mais caros (Foto: Edvaldo Santos)

O motorista que planeja viajar de Rio Preto a São Paulo de carro vai pagar um pouco mais nos pedágios do trecho a partir de 1º de julho, próximo sábado. O valor da ida e volta passou de R$ 169,60 para R$ 172,20 – uma diferença de R$ 2,60 (alta de 1,53%). Na região, o aumento aplicado será baseado no Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), que nos últimos 12 meses ficou em 1,57%. A taxa é menor que a inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), que em maio acumulava nos últimos 12 meses uma taxa de 3,59%.

Em outras vias, a taxa de aumento dos pedágios ficou em 3,59, mesmo índice do IPCA. O reajuste é aplicado à meia-noite do dia 1 de julho porque é a data estipulada nos contratos das atuais 20 concessionárias de rodovias paulistas. Segundo a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), em 80% das praças o aumento será de até R$ 0,20. Este é o caso das nove que compõem o trecho rodoviário de Rio Preto até São Paulo, tanto pela via Anhanguera quanto pela Bandeirantes.

Alguns dos pedágios mais caros do Estado estão neste trecho. Nas praças de Araraquara e Catiguá, na rodovia Washington Luís (SP 310), eles passarão a custar respectivamente R$ 15,70 e R$ 14,90. Os valores são menores apenas que os praticados em Riacho Grande (Anchieta, SP 150) e Piratininga (Imigrantes, SP 160), onde a tarifa para veículo de passeio passará a ser de R$ 25,60.

A Artesp afirma que o reajuste autorizado é o menor em 11 anos e que nos últimos seis anos a receita dos pedágios viabilizou R$ 36,6 bilhões em investimentos, obras, manutenção e operação dos 6,9 mil quilômetros de rodovias paulistas sob concessão. “Isso melhorou o tráfego e a segurança do usuário e, como resultado, 19 das 20 melhores rodovias do Brasil são do Programa de Concessões Rodoviárias do Governo do Estado de São Paulo, segundo levantamento técnico da Confederação Nacional do Transporte (CNT)”, alega a entidade.

Clique AQUI para ver o mapa dos pedágios e seus preços:

Mais gastos

Paulo Antônio Vidotti, corretor de imóveis de 48 anos morador de Catanduva, viaja muito a trabalho. Ele passa frequentemente pelas praças de Catiguá, Araraquara e Pirangi, na rodovia Comendador Pedro Monteleone, a SP 351. Lá a tarifa é R$ 8,60 atualmente e subiu para R$ 8,90. Somente no local, Paulo desembolsa quase R$ 200 por mês. “Eu acho um absurdo ter subido, o valor é muito abusivo. Às vezes você vai em um lugar que gasta mais de pedágio que de combustível. 

Pesa demais no bolso da gente”, fala. “A gente paga um preço muito caro. Poderia ser menor. Se vou escapar tenho que andar na estrada de terra”, diz. A supervisora de inteligência de mercado Fernanda Guerra, 33 anos, de Rio Preto, viaja no mínimo uma vez por mês para visitar a família e fazer cursos em São Paulo. Por ano, gasta quase R$ 2,5 mil com pedágios. Ela opta pelo carro porque viaja com a família e avião ou ônibus não compensariam.

“Os preços são bem caros porque, além dos pedágios, temos o combustível, que também torna a viagem cara. A rodovia é ótima, mas fica pesado.” Para o economista Hipólito Martins, esse é um aumento necessário para repor os gastos com a manutenção da rodovia e seus equipamentos. “Seria ruim se tivesse subido acima da inflação. O bom mesmo é que tivesse o aumento com base no custo efetivo que a rodovia tem”, afirma.

Segundo o economista, os preços não vão impactar somente no bolso dos motoristas. “Mais de 60% do que é transportado no Brasil, alimentos e outros, são por meio de caminhões.” De uma forma ou de outra, explica, o aumento do pedágio vai ser repassado n a passagem de ônibus ou no preço final do produto que está sendo transportado.

BR-153

Na rodovia federal da região o último reajuste ocorreu em novembro. Ele foi de 11,62% e passou de R$ 4,30 para R$ 4,80 a tarifa de automóveis, caminhonetes e furgões (dois eixos) e de R$ 2,15 para R$ 2,40 a taxa das motocicletas, motonetas e bicicletas motorizadas.

 

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