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Diário da Região

17/12/2016 - 00h00min

Paulo Storani

Tropa de elite na empresa

Paulo Storani

Divulgação O ideal é fazer o seu melhor. Quando atingi-lo, você já estabelece outro melhor. O melhor é sempre o que motiva - Paulo Storani, Ex-capitão do Bop
O ideal é fazer o seu melhor. Quando atingi-lo, você já estabelece outro melhor. O melhor é sempre o que motiva - Paulo Storani, Ex-capitão do Bop

Formar uma "tropa de elite" dentro de uma corporação é desejo de boa parte das empresas, pelo menos daquelas que não se contentam com resultados medianos. Mas como forjar essa equipe de alta performance em meio a um cenário de instabilidade econômica, onde os cortes de gastos mínimos são as alternativas para tentar minimizar o número de demissões? "Nesse momento é preciso avaliar, repensar a estrutura, preservar o negócio e se manter no mercado. 

Se ao cortar o copinho de plástico o empresário deixa de mandar alguém embora, o que escolher"?, provoca o ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), do Rio de Janeiro, Paulo Storani, famoso por inspirar o personagem capitão Nascimento, interpretado por Wagner Moura no filme Tropa de Elite. Storani deixou os riscos da corporação policial para levar seus conceitos e filosofia a empresas Brasil afora. Recentemente, esteve em Rio Preto mais uma vez, para fazer palestra durante uma convenção de franqueados da Seguralta.

O especialista afirma que momentos de crise são fundamentais para aprender e, apesar de um jargão já batido, devem ser vistos como oportunidade pelas empresas. Numa analogia, ele explica que o Bope funciona na crise. A crise é a normalidade. "É preciso tomar cuidado com ausência de crise para não envolver com esse ambiente confortável", afirma. E para montar essa tropa de elite o começo é uma seleção rígida, onde entram para a empresa os mais capacitados e engajados. 

O problema, segundo Storani, é que o Brasil não prima por uma filosofia de superação de limites, seja no ambiente familiar ou mesmo no educacional. E o que ocorre com isso é que as pessoas acabam sendo formadas para atingir uma média, um padrão apenas razoável e não de excelência. "As pessoas só vão encontrar essa cobrança, essa pressão e um ambiente de competitividade quando entram para o mercado de trabalho. É quando começam a ouvir falar de metas, de resultados, coisas que não ouvimos na nossa formação básica." O trabalho de capacitação da equipe é fundamental para que os processos da empresa sejam executados e os objetivos atingidos. 

"Você modela o trabalhador para atender às expectativas daquele negócio com treinamento, produzindo conhecimento e transformando em saber", afirma. Ao estabelecer os padrões de conduta, de qualidade e os resultados a serem atingidos é hora de avaliar os processos. Segundo Storani, o Bope tem a ensinar ao mundo corporativo que é possível adotar essa metodologia em busca da alta performance. E muitas empresas encaram esse desafio de fazer melhor. Para isso, investem em seleção, treinamento e inclusive pagam melhor.

Liderança

E se o problema é a falta de qualificação de mão de obra, que não vem formada para encarar todas as demandas do competitivo mundo dos negócios, cabe à liderança da empresa transformar sua equipe de mediana à de alta performance. Quem diz isso também é Storani, que afirma que cabe ao líder mobilizar essa equipe em torno do caminho comum a ser seguido. “O líder precisa ter a capacidade de envolver as pessoas, de mobilizar a energia da equipe”.

E o que traduz um bom líder? "Bom líder é aquele que faz o que tem de ser feito", afirma. É o gestor flexível, nem tão condescendente e nem tão rígido. Para Storani, no Brasil, a condescendência é vista como permissividade. Já o chefe tirado acaba coagindo os colegas para fazerem o que quer. E as duas formas vão interferir nos resultados. "A questão é ter sensibilidade. O bom líder adequa a equipe para obter o melhor dela, ele é capaz de conduzi-la a um processo de mudança."

Missão

Além de empenho e disciplina, o trabalhador que busca a realização profissional precisa reconhecer sua própria missão, seja ela qual for. E missão não é dada, ao contrário do famoso bordão missão dada, missão cumprida. A missão é percebida, tomada para si. "O trabalhador percebe o que tem de ser feito, traz a responsabilidade para si e entrega os resultados". Mas isso só vem porque ele vê valor no trabalho, reconhece que é importante para si, para sua equipe e para a família.

Agora, quando o trabalhador está num lugar em que não quer, não gosta e não enxerga a importância do que faz, resta a ele "pedir para sair". Segundo Storani, se o trabalhador não se adequa ao que é esperado de si ou suporta lidar com aquele tipo de pressão, de metas, de a liderança não é capaz de estimulá-lo, é hora de escolher outro lugar para trabalhar. Sim, é melhor mudar, mas dá para esperar um momento melhor. Agora não é a hora ideal.

Para pensar no assunto...

  • Qual a minha missão (minha e da empresa)?
  • Como me planejo para fazer o melhor na minha missão?
  • Como me preparo para fazer o que planejei?
  • Como executo? Sou disciplinado com os padrões de qualidade, comigo mesmo?
  • Como avalio? Onde estou errando, onde estou acertando?

 

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