Diário da Região

02/07/2002 - 21h01min

rebaixamento do rating

Standard & Poor´s rebaixa nota da dívida do Brasil

rebaixamento do rating

Arquivo As próximas reuniões acontecem nos dias 17 e 18 de dezembro
As próximas reuniões acontecem nos dias 17 e 18 de dezembro
No fim de um dia de muita volatilidade, em que o dólar fechou em baixa de 0,14%, cotado a R$ 2,892, depois de oscilar entre a mínima de R$ 2,875 e a máxima de R$ 2,94, a agência de classificação de risco Standard & Poor´s (S&P) anunciou, nesta terça-feira, o rebaixamento do rating (nota) da dívida brasileira. A notícia, que pegou os mercados brasileiros fechados, deve provocar forte instabilidade nesta quarta-feira. Segundo a S&P, o rebaixamento reflete a crescente dívida pública, que pressiona a situação fiscal. A agência cortou a classificação de risco soberana em moeda local de longo prazo para BB-, de BB+, e a nota de longo prazo em moeda estrangeira de BB- para B+. O rating de curto prazo em moeda estrangeira, B-, foi reafirmado e sua perspectiva permanece negativa.

Decisão esperada - O economista-chefe do BBV Banco, Octavio de Barros, diz que a decisão da S&P já era esperada, uma vez que a perspectiva para o rating estava negativa desde agosto de 2001. Ele acredita que a notícia deve ter algum impacto negativo sobre o mercado, mas entende que os preços dos ativos já refletiam, em grande parte, essa possibilidade. "Não houve nenhuma surpresa", afirma Barros, ressaltando que não está justificando a decisão. No dia 20 de junho, a Moody´s e Fitch, as outras duas grandes agências de classificação de risco, já haviam rebaixado o rating do Brasil (no caso da primeira, apenas a perspectiva). Agora, a nota da S&P equivale à das outras duas agências. "Um gerenciamento fiscal cada vez mais apertado é essencial para manter a relação dívida/PIB nos níveis atuais, dado o perfil da dívida doméstica, que está piorando", disse Lisa Schineller, analista de ratings soberanos da S&P. Para ela, "preocupações mais destacadas do mercado com incertezas políticas" justificaram a medida.

Atuação do BB - A dívida líquida do governo, descontada dos ativos líquidos, é calculada pela S&P (segundo uma metodologia diferente da oficial) em quase 70% do PIB em 2002, ante 60% em 2001. "As perspectivas negativas foram mantidas, já que as vulnerabilidades fiscais e externas requerem compromisso contínuo com políticas apropriadas em um ambiente interno e externo exigente." No mercado, o dólar atingiu a máxima de R$ 2,94 pela manhã. A continuidade das incertezas no cenário político e o mau desempenho das bolsas americanas contribuíram para a alta. Quando as cotações chegaram a R$ 2,94, alguns exportadores passaram a vender dólares, o que contribuiu para o recuo da moeda durante o dia. Operadores notaram a atuação do Banco do Brasil na venda, dizendo que o banco poderia estar trazendo os cerca de US$ 300 milhões captados na semana passada no exterior. A assessoria do BB, no entanto, informou que esses recursos ainda não entraram no País.

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