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Diário da Região

28/08/2015 - 17h12min

Rio

Setor externo tem pouco potencial como alavanca do PIB, diz economista da FGV

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Apesar da contribuição positiva ao Produto Interno Bruto (PIB) nos dois primeiros trimestres de 2015, o setor externo não tem força para alavancar a economia, diz o diretor do Centro de Estudos de Crescimento e Desenvolvimento da Fundação Getulio Vargas (FGV), Roberto Castello Branco. Segundo ele, o setor continuará dando contribuição positiva mas "nada que vá salvar a pátria". "O Brasil é uma economia muito fechada ao comércio internacional, com baixa participação na cadeia global de suprimentos. Além disso, as exportações e importações de bens e serviços têm uma participação relativamente pequena na composição do PIB, o que diminui o potencial do setor externo como alavanca de recuperação", diz Castello Branco. Para o economista, a desaceleração da economia chinesa pode trazer alguma redução da demanda do País no terceiro trimestre, o que afetaria as exportações brasileiras, mas longe da magnitude que a volatilidade das bolsas chinesas aponta. Ele acredita que o freio no crescimento chinês de certa forma já está precificado, assim como a resposta dos produtores de commodities como minério de ferro e petróleo, que continuam elevando a produção. "Isso pode piorar se houver um quadro mais recessivo na China, o que não enxergo. Vejo o país crescendo realisticamente em torno de 5% ao ano, o que ainda é um crescimento muito forte em se tratando da segunda maior economia do mundo", avalia o economista. Além do crescimento das exportações tanto na margem quanto na comparação interanual - alta de 3,4% e 7,5%, respectivamente -, a queda nas importações impulsionou o resultado positivo do setor externo no PIB. O recuo é resultado da combinação da redução da demanda e da desvalorização cambial. "Os bens de capitais ficam mais caros (com a alta do dólar), o que inibe o crescimento futuro. A recessão promete ser não apenas profunda, como longa. Outro fator que preocupa (além da menor demanda interna) é a perspectiva de se fazer o ajuste fiscal menos via redução de gastos e sim baseado em impostos, o que gera maior impacto sobre a atividade econômica. Por isso a proposta da (recriação) da CPMF preocupa", diz o economista.

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