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Diário da Região

26/01/2016 - 11h06min

Brasília

Setor externo em 2015 tem déficit de US$ 58,942 bi, o menor em 6 anos

Brasília

O rombo nas contas externas em 2015 somou US$ 58,942 bilhões, o equivalente a 3,32% do Produto Interno Bruto (PIB), conforme informou nesta terça-feira, 26, o Banco Central. Os números levam em conta a nova metodologia do BC para as estatísticas de Setor Externo. Com as mudanças adotadas pela instituição, em abril do ano passado, a série histórica foi reduzida e há dados disponíveis somente a partir de 2010. Anteriormente, as informações iam até 1947. Com isso, o resultado do ano passado foi o mais baixo em seis anos. Em relação ao PIB, a taxa é a menor desde 2013. Em 2010, o déficit foi de US$ 75,760 bilhões; no ano seguinte, de 76,970 bilhões; em 2012, de US$ 74,059 bilhões; em 2013, de US$ 74,769 bilhões e, em 2014, de US$ 104,077 bilhões. Já a relação das contas correntes com o PIB nesses anos, pela ordem, foi de: 3,43%, 2,95%, 3,07%, 3,13% e 4,31%. O mercado esperava um déficit de US$ 59 bilhões este ano, segundo mediana obtida pelo AE Projeções com 14 instituições financeiras, que projetavam um rombo de US$ 57,700 bilhões a US$ 61,926 bilhões. A última estimativa do BC era de um déficit de US$ 62 bilhões para 2015. Dezembro Após um rombo de US$ 2,931 bilhões em novembro, o déficit das transações correntes somou US$ 2,460 bilhões em dezembro do ano passado. A projeção do Banco Central para a conta corrente do mês era de um saldo negativo de US$ 5,6 bilhões. Já no mercado financeiro, as estimativa iam de déficit de US$ 1,3 bilhão a US$ 5,52 bilhões, conforme apuração feita pelo AE Projeções com 16 instituições. A mediana era negativa em US$ 2,5 bilhões. A balança comercial registrou um saldo positivo de US$ 6,068 bilhões no mês, enquanto a conta de serviços ficou negativa em US$ 2,531 bilhões. A conta de renda também ficou deficitária em US$ 6,455 bilhões. Remessas de lucros e dividendos A remessa de lucros e dividendos de companhias instaladas no Brasil para suas matrizes foi de US$ 3,965 bilhões em dezembro do ano passado, segundo dados do Banco Central. A saída líquida ficou abaixo dos US$ 5,228 bilhões que foram enviados, já descontados ingressos, em igual mês de 2014. No acumulado do ano, a saída líquida de recursos via remessa de lucros e dividendos alcançou US$ 20,793 bilhões. O resultado é inferior ao registrado em igual período de 2014, quando as remessas foram de US$ 31,187 bilhões. A redução reflete a crise pela qual passa o País e a disparada do dólar em 2015, que chegou a 48,5%. Pelas contas do BC, o montante de remessa ao exterior no ano passado seria de US$ 20 bilhões. Juros externos O BC informou também que as despesas com juros externos somaram US$ 2,524 bilhões em dezembro ante US$ 1,990 bilhão em igual mês do ano anterior. Em 2015, essas despesas alcançaram US$ 21,913 bilhões, valor levemente maior que os US$ 21,340 bilhões de igual período de 2014. Para o BC, o pagamento de juros somaria US$ 21,2 bilhões em 2015. Dívida externa A estimativa do Banco Central para a dívida externa brasileira em dezembro é de US$ 337,732 bilhões. O último dado verificado pela instituição foi em setembro, quando estava em US$ 344,914 bilhões. Segundo a autarquia, em dezembro de 2014 a dívida estava em US$ 352,684 bilhões. No fim de 2013, a dívida era de US$ 312,517 bilhões. A dívida externa de longo prazo atingiu US$ 281,629 bilhões em dezembro, enquanto o estoque de curto prazo ficou em US$ 56,103 bilhões no fim do mês passado, segundo as estimativas do BC. De acordo com a instituição, entre os determinantes de longo prazo da dívida estão as amortizações de títulos realizados pelos setores financeiros e não financeiros, somando US$ 1 bilhão e US$ 746 milhões, respectivamente. As amortizações de empréstimos também tiveram influência, no caso do setor financeiro, em US$ 1,3 bilhão; no setor não financeiro, o número é de US$ 604 milhões. A dívida também sofreu uma redução cambial de US$ 279 milhões. Já a dívida de curto prazo foi determinada por amortização de empréstimos e pelos setores financeiros e não financeiros, de US$ 1,5 bilhão e US$ 995 milhões, respectivamente.

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