Diário da Região

25/11/2005 - 14h07min

IBGE

Renda do brasileiro pára de cair após sete anos

IBGE

Arte/Ana Maria Almeida IBGE registrou número de desempregados nas 6 principais regiões metropolitanas
IBGE registrou número de desempregados nas 6 principais regiões metropolitanas
O rendimento médio dos trabalhadores brasileiros ficou estável em 2004, interrompendo um movimento de queda visto desde 1997, apontou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na nova edição da Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios (Pnad). Foi detectada também uma melhora na distribuição de renda, com os trabalhadores pior remunerados apresentando aumento em seus ganhos, e os mais ricos, perda - em ambos os casos, porém, os números são discretos.

A renda média do trabalhador permaneceu em R$ 733, mantendo assim a perda real de 18,8% acumulada desde 1996 - ano em que a remuneração alcançou o ponto máximo registrado desde o início da década de 1990. "A política de redução das taxas de juros, que começou a ser aplicada no terceiro trimestre de 2003, contribuiu para impulsionar a atividade econômica em 2004", apontou o IBGE na pesquisa, divulgada nesta sexta-feira. "O efeito nas remunerações foi de estabilidade em relação às do ano anterior, sustando a trajetória descendente iniciada em 1997." Do total de pessoas ocupadas no País, 27,6% ganhavam até um salário mínimo. Na outra ponta, as pessoas com rendimento médio superior a 20 salários mínimos somavam 0,9% da população ocupada.

Concentração de renda
Um indicador usado para avaliar a distribuição dos rendimentos de trabalho mostrou que o grau de concentração de renda ficou mais elevado nas regiões Nordeste e Centro-Oeste. Mas no geral houve desconcentração nos rendimentos - com ganhos reais maiores nas faixas salariais mais baixas. A pesquisa também apurou que os 50% com as menores remunerações de trabalho tiveram ganho real de 3,2% de 2003 para 2004, enquanto os 50% com os maiores rendimentos apresentaram perda real "ainda que insignificante, de 0,6%". A Pnad mostrou ainda que o rendimento das mulheres representava 69,5% do rendimento dos homens. Entre os empregados, a renda média mensal das mulheres era de 89,2% da renda dos homens. Já entre os empregadores, essa diferença era ainda maior, com o rendimento feminino respondendo por 72,5% do masculino. Na comparação entre trabalhadores domésticos, os ganhos das mulheres representavam 70,9% dos homens, e entre os trabalhadores por conta própria, 65,1%.

População ocupada
A população ocupada cresceu 3,3% de 2003 para 2004 - mais do que o dobro do aumento visto entre 2002 e 2003. "Esse crescimento foi inferior somente ao de 2001 para 2002 (de 3,8%), que foi o mais alto incremento anual desde o princípio da década de 1990", mostrou a PNAD. Em números absolutos, a expansão da população ocupada foi de 2,7 milhões de pessoas de 2003 para 2004.

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso