Diário da Região

23/06/2009 - 02h00min

Mercado financeiro

Relatório do Bird faz bolsas despencarem

Mercado financeiro

Um relatório do Banco Mundial serviu de mote para a Bovespa ampliar a realização de lucros predominante na última semana. Num processo global de aversão a risco, os investidores se desfizeram de commodities e emergentes e procuraram ativos como o dólar. Assim, o principal índice à vista do mercado acionário doméstico fechou abaixo de 50 mil pontos pela primeira vez em junho, para a menor pontuação em mais de um mês. O recuo de 3,66% foi o maior tombo diário desde 2 de março, quando despencou 5,1%. No sentido oposto, o dólar fechou acima de R$ 2,00 e teve sua maior alta diária desde março, coincidentemente também no dia 2, quando havia subido 3,04%. A Bovespa terminou ontem em 49.494,80 pontos, menor nível desde os 49.007,21 pontos de 15 de maio. As perdas foram ainda maiores durante a sessão, quando chegou a marcar 49.411 pontos (-3,82%). Mesmo na máxima, não chegou a subir: 51.367 pontos (-0,01%). No mês, a Bovespa acumula perdas de 6,96% e, no ano, sobe 31,81%. O giro financeiro totalizou R$ 4,625 bilhões.

O sinal predominante em todos os pregões ontem foi o de baixa. Os investidores encontraram num documento do Banco Mundial uma justificativa concreta para jogarem seus temores sobre a recuperação da economia global. O Bird reviu sua previsão, já negativa, feita em março sobre o PIB mundial para um ainda pior: agora, ao invés da queda de 1,7% este ano, a entidade estima -2,9%. Se confirmado, o número será o primeiro negativo desde a Segunda Guerra Mundial. Para o Brasil, a previsão foi de -1,1% em 2009, enquanto o governo brasileiro estima alta de pelo menos 1%. Além do relatório do Banco Mundial, as ordens de vendas foram endossadas ontem pela cautela às vésperas da reunião do Fomc, que anuncia na quarta-feira sua decisão de juros. O Dow Jones caiu 2,35%, para 8.339,01 pontos. O S&P 500 perdeu 3,06%, para 893,04 pontos. O Nasdaq recuou 3,35%, para 1766,19 pontos. O dólar no mercado doméstico oscilou em alta na sessão e fechou acima dos R$ 2,00, cotado a R$ 2,024 com ganho de 2,58% no balcão - este é o maior valor da moeda norte-americana desde o fechamento em 25 de maio último, a R$ 2,025, e também a maior variação positiva registrada desde 2 de março, quando o pronto subiu 3,04% na sessão. Na BM&F, o pronto encerrou ontem na máxima intraday de R$ 2,0255 (+2,66%). O giro financeiro em D+2 estimado somou cerca de US$ 1,4 bilhão.

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