Diário da Região

17/01/2010 - 01h28min

Balança comercial

Região detém 6,1% do superávit do País

Balança comercial

Carlos Chimba Em Rio Preto, o saldo da balança no ano passado foi positivo em US$ 13.604.285
Em Rio Preto, o saldo da balança no ano passado foi positivo em US$ 13.604.285

Apesar do saldo da balança comercial do Noroeste paulista registrar uma queda de 10,8% em 2009 em relação ao ano anterior, a região contribuiu expressivamente para o superávit obtido pelo Brasil entre exportações e importações realizadas durante o ano passado. O saldo regional no ano passado atingiu US$ 1,558 bilhão (cerca de R$ 2,742 bilhões ao câmbio de ontem), 6,1% de todo o resultado nacional no período, que foi de US$ 25,348 bilhões (cerca de R$ 44,612 bilhões).


Em 2008, o saldo da balança comercial da região Noroeste paulista ficou em US$ 1,749 bilhão (R$ 3,078 bilhões), o que revela uma queda de 10,8% quando comparado a 2009. As exportações fecharam o ano passado em US$ 1,659 bilhão (R$ 2,919 bilhões). O valor é 12% menor ao registrado no anterior, quando chegou a US$ 1,886 bilhões (R$ 3,319 bilhões).


As importações, apesar de também fecharem o ano com valor positivo, tiveram uma queda ainda maior na região, de 26,8%. Em 2009 foram importados US$ 100,5 milhões (R$ 176,88 milhões), contra US$ 137,5 milhões (R$ 242 milhões) importados no ano anterior. Os destaques na composição da balança comercial da região Noroeste paulista no ano passado foram os desempenhos dos municípios de Catanduva, Barretos e Bebedouro.


Catanduva registra o melhor posicionamento entre os 42 municípios, com saldo de US$ 341.616.584. Esse saldo é resultado de US$ 350.808.568 de exportações e US$ 9.191.984 de importações em 12 meses. Em seguida aparece Barretos, que fechou o ano passado com saldo de US$ 230.095.194, provenientes de US$ 250.581.241 de exportações e US$ 20.486.047 de importações.


O volume da balança comercial de Bebedouro encerrou 2009 em US$ 162.938.590, fruto de US$ 171.331.167 de exportações e US$ 8.392.577 de importações. Apesar de positivos, os três resultados dos saldos foram inferiores aos observados no ano anterior.


Barretos registrou a maior redução no valor do saldo, de 33,4%. Em 2008, o saldo foi de US$ 345.489.309. Bebedouro teve queda de 18,5% no saldo, na comparação entre 2009 e 2008. Naquele ano, o volume foi de US$ 200.023.916. Em Catanduva, a queda no valor do saldo foi de 5,9%. Em 2008, fechou em US$ 363.383.707.


Rio Preto


Em Rio Preto, o saldo da balança no ano passado foi positivo em US$ 13.604.285. O valor é 62,7% superior ao registrado no ano anterior - US$ 8.356.821. O volume exportado chegou a US$ 45.471.703, uma redução de 2,9% em relação ao volume de 2008, quando foram exportados US$ 46.845.183. As importações do município também tiveram queda, de 17,2%. No ano passado foram importados US$ 31.867.418 enquanto no ano anterior o volume foi de US$ 38.488.362.


Os principais destinos das exportações rio-pretenses são países da Ásia e África. Em primeiro lugar no ranking aparece Hong Kong, cujos negócios totalizaram US$ 17.337.810. Depois, aparece Gana, com total exportado de US$ 4.366.363 e Tanzânia, que negociou US$ 4.359.106.


Saldo de dezembro cai 2,9%


Em dezembro, o saldo da balança comercial da região Noroeste ficou em US$ 122,4 milhões (R$ 215,4 milhões), número 2,9% menor ao observado no mesmo mês do ano anterior, quando o saldo foi de US$ 118,8 milhões (R$ 209,0 milhões). A exportações atingiram o volume de US$ 132,0 milhões (R$ 232,3 milhões), valor 5,3% maior ao do registrado em 2008, quando o resultado foi de US$ 139,2 milhões (R$ 244,9 milhões). As importações cresceram 206%, ao passar de US$ 9,59 milhões (R$ 16,8 milhões) em 2008 para US$ 20,3 milhões (R$ 35,7 milhões).


O melhor desempenho mensal foi registrado por Catanduva, que fechou com saldo de US$ 40,5 mil em sua balança. Em seguida, surge o município de Barretos, com saldo de US$ 21,5 mil. O saldo da balança comercial de Rio Preto foi de US$ 846,9 mil (R$ 1,490 milhão), número 36% inferior ao do mesmo mês de 2008. Naquele ano, o superávit comercial foi de US$ 539,2 mil (R$ 948,9 mil).


Por outro lado, as exportações fecharam em US$ 3,44 milhões (R$ 6,05 milhões), uma alta de 58,8% na comparação com dezembro de 2008, quando foi de US$ 5,46 milhões (R$ 9,60 milhões). Já as importações tiveram alta de 89,8% na comparação entre 2008 e 2009. O volume importado passou de US$ 2,59 milhões (R$ 4,55 milhões) para US$ 4,92 milhões (R$ 8,65 milhões).


Resultados negativos já eram esperados


Os despachantes aduaneiros de Rio Preto disseram que os números negativos já esperados, entretanto, alguns consideram o resultado positivo porque a previsão era de reduções ainda maiores. “Os números foram melhores do que o esperado. A expectativa era de redução de 20% nas exportações e de 30% nas importações nacionalmente. A região teve um desempenho levemente melhor,” afirmou a despachante aduaneira Yvanna Garcia, da Multiways.


Para ela, em 2010 as expectativas são totalmente positivas. Prova disso é que muitos empresários já começaram a fazer cotações. “Os empresários estão estudando a viabilidade de negócios.” Segundo o diretor de comércio exterior da Associação Comercial e Industrial de Rio Preto (Acirp) e despachante aduaneiro, Márcio Marcassa Júnior, se o Real estivesse mais fraco frente ao dólar, as importações teriam caído ainda mais. “O empresário tirou o pé do acelerador em função da crise do ano anterior”, afirmou.


Ele também diz que o ano já começou melhor, com grande número de empresas buscando se internacionalizar e aproveitar as oprtunidades do comércio exterior. “A expectativa é de reverter a queda do ano passado e equalizar os números. Se mantiver como está será ganho.” O despachante aduaneiro Paulo Narcizo Rodrigues, da Caribbean Express, por outro lado, acredita que em 2010 a região vá perder ainda mais em exportações e haverá incremento apenas nas importações, de matéria-prima e máquinas para indústria.


O retrocesso nas exportações deve-se à concorrência com a China, que pratica preços muito baixos, e em razão do dólar desvalorizado. “Empresas estão deixando de fabricar para importar e revender. É muito ruim para o mercado regional.” Entre as matérias-primas que têm sido bastante importadas ele cita o aço e o vidro. “Quanto aos números do ano passado, houve uma exportação pontual de açúcar em Rio Preto. Se retirada da conta, vai deixar a balança ainda mais deficitária.”

   

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