X
X

Diário da Região

08/06/2016 - 18h10min

São Paulo

Queda do dólar pode prejudicar exportações nacionais, diz diretor da Fiesp

São Paulo

A queda do dólar abaixo dos R$ 3,40 preocupa a indústria, principalmente porque pode prejudicar as exportações nacionais, avalia o diretor do Departamento de Comércio Exterior (Derex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Thomaz Zanotto. Entretanto, o especialista acredita que o câmbio deve voltar a apreciar e chegar por volta de R$ 3,70 até o final do ano, depois de passado o cenário de turbulência política. Segundo ele, é necessário monitorar o comportamento do câmbio nos próximos períodos, devido à "função vital" que ele vem exercendo nas exportações. "R$ 3,70 é um câmbio de equilíbrio. Se não é ideal, é razoável", declarou ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. A Fiesp nesta quarta-feira, 8, divulgou o Coeficiente de Exportação (CE) da Indústria da Transformação nacional, que mede a proporção da produção que é exportada, que fechou o primeiro trimestre em 21%, aumento de 1,4 ponto porcentual na comparação com os últimos três meses de 2015, e o Coeficiente de Importação (CI), que avalia a proporção dos produtos consumidos internamente que é importada, também teve alta na mesma base de comparação, de 0,3 ponto, para 19,2%. Conforme Zanotto, os porcentuais devem ficar estáveis no segundo semestre, porque as variáveis que influenciam os indicadores não terão "mudanças dramáticas" no período. Para ele, as empresas continuarão direcionando suas vendas para o mercado externo diante da fraca demanda interna. "As exportações não serão a 'salvação da pátria', mas com certeza elas segurarão para que não haja um ambiente pior para a economia nacional", declarou, citando que, apesar do potencial, os negócios no comércio exterior serão ainda tímidos, devido a uma demanda externa "de lado". Já da parte das importações, Zanotto vê que não há espaço para uma retomada, já que há uma capacidade ociosa grande das indústrias nacionais, que pode suprir uma eventual demanda com aumento de produção interna. Zanotto destacou a relevância que a Câmara de Comércio Exterior (Camex) passou a tomar no governo do presidente em exercício Michel Temer (PMDB). "A arbitragem agora será num nível mais alto", disse. O diretor do Derex ainda comentou que o ministro das Relações Exteriores (MRE), José Serra (PSDB), poderia implantar política estratégica de comércio exterior que reflita bem o que já foi apresentado no Plano Nacional de Exportações, do governo Dilma Rousseff (PT).

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso