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Diário da Região

24/03/2016 - 00h00min

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Prévia da inflação registra forte desaceleração em março

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Sergio Isso Passado o choque climático, preço do tomate sofreu redução
Passado o choque climático, preço do tomate sofreu redução

A prévia da inflação oficial registrou forte desaceleração na passagem de fevereiro para março. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) passou de 1,42% para 0,43%, sob forte contribuição da redução na conta de luz e de alguns produtos alimentícios, como tomate e batata, informou nesta quarta-feira, 23, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de inflação acumulada em 12 meses voltou a ficar abaixo dos 10% (9,95%) pela primeira vez desde outubro do ano passado. Analistas concordam que o resultado corrobora a expectativa do Banco Central de redução da inflação ao longo do primeiro semestre, mas divergem sobre um possível corte na taxa básica de juros, a Selic, ainda em 2016.

“Esse resultado vai contribuir para o discurso de redução na Selic no segundo semestre. Já estava contratada essa desaceleração da inflação no primeiro semestre. Mas isso reforça o discurso de que os juros estão altos, que começam a afetar a inflação, e aumenta a pressão pela antecipação da redução da Selic”, opinou Marcel Caparoz, analista da RC Consultores.

Segundo o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, o freio na inflação é bem-vindo, mas não chega a provocar mudança na condução da política monetária. “O BC está com um discurso de cumprimento da meta (centro, de 4,5%) e isso está longe de acontecer, não só em 2016 como nos anos seguintes”, afirmou Vale.

Passado o choque climático, os alimentos subiram menos em março, e o impacto do reajuste das mensalidades escolares também ficou quase todo para trás. As passagens aéreas ficaram quase 11% mais baratas. A conta de luz recuou 2,87%, por conta da mudança na cobrança extra da bandeira tarifária, que passou de vermelha a amarela.

No entanto, reajustes de ônibus urbanos ainda pesaram no bolso dos consumidores, assim como a elevação de preços de combustíveis, cigarro, plano de saúde e empregado doméstico, entre outros itens. “No IPCA-15 de março, 71,5% dos itens pesquisados tiveram alta de preços. A média histórica para o mês é de 64,1% dos itens com elevação de preços. Então tem muitos itens com preços subindo agora, mas nenhum deles puxando muito forte a inflação”, notou Caparoz.

 

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