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Diário da Região

05/12/2015 - 00h00min

Recorde negativo

PIB brasileiro em queda já sinaliza 2016 comprometido

Recorde negativo

Sergio Isso/ Arquivo O nível de vida da população está pior, diz o economista Bruno Sbrogio
O nível de vida da população está pior, diz o economista Bruno Sbrogio

Com a queda registrada pelo Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no terceiro trimestre de 2015 veio uma série de recordes negativos para a economia nacional. Para começar, a queda de 1,7% foi a maior para um terceiro trimestre desde o início da série, em 1996. Também são recordes da série a queda de 4,5% ante igual período em 2014, a queda de 3,2% no acumulado do ano e a queda de 2,5% no acumulado de quatro trimestres ante os quatro anteriores. Mas qual o impacto disso na vida da população? Qual o efeito dessa redução no seu dia a dia?

Basicamente, isso significa que o seu nível de vida está pior e a oferta de empregos cada vez menor, afirma o economista Bruno Sbrogio. “Queda de PIB significa, de uma maneira bem simplificada, a queda na produção de um país e queda na produção significa menor oferta de bens e serviços na economia. É parte da teoria econômica que quanto mais um país consegue ofertar produtos, melhor o nível de vida dessa população. Ou seja, existe maior oferta de empregos, melhores salários, melhores serviços, maior concorrência beneficiando o consumidor, etc.”

 

Arte PIB brasileiro de 2014 e 2015 - 05122015 Clique na imagem para ampliar

Segundo o economista Hipólito Martins Filho, a queda do Produto Interno Bruto nos três trimestres de 2015 tem reflexo direto em todos os estágios da economia, desde a produção até o consumidor final. “Com a inflação crescente, a população perde seu poder aquisitivo, com isso ela compra menos. Com a redução nas compras, a produção cai, o que leva ao desemprego. Menos gente trabalhando reduz ainda mais o dinheiro circulando na economia, e assim voltamos ao início do problema. Vira um círculo nada virtuoso.”

Junte a isso a falta de confiança dos empresários para realizarem novos investimentos e temos um cenário de recessão. “Mesmo aqueles empresários que estão em uma posição mais confortável financeiramente estão segurando investimentos, deixando de apostar em novos projetos no momento, esperando por um sinal de melhoria, por uma luz no fim do túnel”, explica Martins Filho.

O começo

Todo o ano de 2015 foi marcado por reduções no Produto Interno Bruto e esse cenário é resultado dos problemas iniciados logo depois das eleições, afirma o economista Bruno Sbrogio. “O epicentro desse cenário está no descontrole das finanças públicas. Logo após a eleição, começaram os cortes e as mudanças nas promessas de campanha, o que levou a população a perder a confiança no governo. Com tudo isso, os investimentos foram parando e o País, que já não crescia, parou de vez”, diz Sbrogio.

‘Saída é continuar apertando o cinto’

O ano de 2016 não dá indícios de grandes mudanças no cenário econômico. “Devemos fechar 2015 com uma queda de 3,8% no Produto Interno Bruto (PIB) e, para 2016, a expectativa é de redução de aproximadamente 3%”, aposta o economista Hipólito Martins Filho.

Se nada mudar na forma como o governo vem lidando com a situação econômica e política, pode esperar por um 2016 com inflação e impostos altos e queda na produção e na renda, garante o economista Bruno Sbrogio. “Caso o governo mude e mostre um caminho de austeridade e responsabilidade com dinheiro público, pode ser que o cenário se torne positivo e isso mexa com os ânimos dos investidores, revertendo o ciclo mencionado anteriormente. Se não houver essa mudança, teremos uma reprise dramática de 2015.”

Para a população, resta continuar apertando os cintos e se controlando, afirma Sbrogio. “Não existe uma ação que possa nos proteger de uma crise econômica, apenas ter feito a lição de casa na época das vacas gordas para não passar aperto demais na época de vacas magras. Esse é o momento de readequação e de corte de supérfluos, reorganizar as finanças e ter criatividade, rever projetos, como a troca de carro ou o financiamento de imóvel.”

 

 

 

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