Diário da Região

09/01/2004 - 03h17min

Custo de vida

Pesquisa revela que cesta básica subiu 3,71%

Custo de vida

Sérgio Menezes Tomate foi um dos produtos ?vilões?, com oscilação de preços
Tomate foi um dos produtos ?vilões?, com oscilação de preços
Pesquisa realizada pelo professor de economia Antonio Carlos Carvalho, da Faculdade Dom Pedro II, revela que o preço da cesta básica subiu 3,71% este ano em comparação a 2002. Em dezembro deste ano a cesta básica de alimentos foi cotada a R$ 377,19, segundo levantamento realizado em 17 supermercados de Rio Preto. O valor corresponde a 52,38% da renda média salarial de Rio Preto que é de R$ 720 e supera em 57% o salário mínimo. De acordo com Carvalho, este ano a cesta básica para quatro pessoas chegou a custar R$ 431,36 em março, quando alguns setores tentaram repassar aumentos de custos para os consumidores. ?Então, entraram em vigor as medidas macroeconômicas do governo federal com o aumento da taxa de juros, provocando uma queda no consumo?, explica.

A medida conseguiu conter a inflação e, em abril, a cesta básica em Rio Preto baixou para R$ 398,37, revertendo o aumento de 11,75% do mês anterior. Com isso, a redução nos valores praticados sobre os 15 itens da cesta básica recuaram para 7,65% negativos. No segundo trimestre deste ano, o preço da cesta básica começou com uma alta acumulada de 9,53% contra um percentual acumulado de 18,60% de janeiro, fevereiro e março. No segundo trimestre, ainda sob a pressão das elevadas taxas de juros, a cesta básica passou a custar R$ 359,8, com uma variação acumulada de 1,07% negativo. Até o mês de setembro, o preço da cesta básica manteve-se abaixo do valor de dezembro de 2002 com uma variação acumulada negativa de 5,66%. A partir de setembro, o consumo voltou a aquecer e o resultado foi novo aumento de preços da ordem de 3,53%, em relação ao mês de agosto. Em outubro, custando R$ 364,94 a cesta básica superou novamente o valor de dezembro de 2002 com um percentual acumulado de 0,34%. Em dezembro, depois de quatro meses de pequenos aumentos, a cesta passou a custar R$ 377,19, cerca de 2,12% a mais que no mês anterior e 3,71% superior a dezembro de 2002.

Produtos vilões
Carvalho explica que o reajuste da cesta básica ficou abaixo da inflação de 2003, estimada em 9,7% por causa da redução no consumo causada pela perda de poder de compra dos consumidores. ?Essa correção abaixo da inflação prejudica os produtores rurais que têm perda de renda?, explica. Produtos como tomate, com preços oscilando entre R$ 0,98 e 2,29 e a banana com o preço do quilo oscilando de R$ 0,75 a R$ 2,29 tiveram os maiores aumentos percentuais, respectivamente de 98,91% e 32,41%. ?Foram os vilões da cesta básica?, afirma Carvalho. Enquanto isso, o feijão carioquinha, o açúcar e batata inglesa apresentaram baixa no preço da ordem de 41,93%, 24,30% e 19,85%. pesquisa Procon/Dieese, realizada em São Paulo, também indicou que açúcar, batata inglesa e feijão foram os que registraram a maior redução.

Ceagesp tem queda de preços
O entreposto da Ceagesp-Ceasa de Rio Preto registrou na primeira semana de janeiro deste ano uma redução de preços em 13 de 17 itens pesquisados em relação ao mesmo período em 2003. A caixa de abacate, a caixa de laranja pêra rio e a caixa de alface mantiveram os mesmos preços do ano passado e apenas uva niagara sofreu reajuste, passado da faixa de R$ 10 a 12 para R$ 12 a 14 a caixa de seis quilos. De acordo com o fiscal do entreposto, Valdecir Francisco, a maioria dos produtos está com preços estabilizados desde o mês passado, mas o aumento do volume de chuva deve provocar reajustes nos preços das frutas, legumes e verduras. Ele cita o caso da abóbora brasileira que em janeiro de 2003 era vendida na faixa de R$ 15 a 20 e que teve preço reduzido para a faixa de R$ 12 a 18. A alface que manteve o mesmo preço de janeiro de 2003, deve passar a custar mais caro. ?A chuva danifica muito as verduras e legumes?, cita

Apas
O diretor regional da Associação Paulista dos Supermercados, José Roberto Maduro, afirma que a tendência em 2004 é não ocorrerem grandes variações de preços e os produtos se manterem estabilizados. Ele afirma que ano passado o desempenho do setor foi médio e que em dezembro o incremento nas vendas ficou abaixo das expectativa

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