Diário da Região

13/11/2003 - 16h21min

Injeção de ânimo

Pagamento do 13º injeta bilhões na economia

Injeção de ânimo

Ana Maria Almeida/Diarioweb Pagamento do 13º deve injetar quase R$ 36 bilhões na economia do País no fim do ano
Pagamento do 13º deve injetar quase R$ 36 bilhões na economia do País no fim do ano
Quase R$ 36 bilhões, ou 2,7% do produto interno bruto (PIB) brasileiro, devem ser injetados na economia do país até o final do ano, com o pagamento do 13º salário a todos os trabalhadores da economia formal e aos beneficiários da Previdência Social. A estimativa é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese)que calcula em cerca de 50 milhões de brasileiros, os beneficiados com este pagamento. Pelo cálculo do Dieese, R$ 35,8 bilhões devem ser pagos a 49.966.131 pessoas. Dos quase 50 milhões de pessoas que devem ser beneficiadas pelo pagamento, 21.580.140, ou aproximadamente 43% do total, referem-se a beneficiários da Previdência Social - como aposentados ou pensionistas. Os demais 28.385.991 (ou 57% do total) são ocupados contribuintes da previdência.
Cerca de 25% dos R$ 35,8 bilhões - aproximadamente R$ 8,9 bilhões - serão pagos aos beneficiários do INSS, enquanto os outros R$ 26,9 bilhões (75%) ficarão com os assalariados com carteira de trabalho.

O total de pessoas que receberá, em 2003, o 13º salário, terá um crescimento da ordem de 4,5%, ainda que as pesquisas sobre mercado de trabalho venham indicando taxas de desemprego recorde ao longo deste ano. Mesmo assim, pouco mais de 2 milhões de pessoas passaram a receber o benefício, quer por terem requerido aposentadoria ou pensão, quer por terem se incorporado ao mercado de trabalho ou formalizado seu vínculo empregatício. No emprego formal - ou seja, aquele aferido pela Rais, o crescimento foi de 5,2% (pouco mais de 1,4 milhões de pessoas), enquanto entre os beneficiários do INSS a expansão ficou em 3,6%. Assim, apesar da queda nos rendimentos médios do país indicado por todas as pesquisas, o volume estimado para ser injetado na economia tem uma variação nominal de 17%.


A maior parcela dos quase R$ 36 bilhões - ou seja, 57,7% - deve ficar nos estados da região Sudeste do país, que concentra também a maior parte dos trabalhadores, aposentados e pensionistas. Somente na economia paulista deve ingressar R$ 9,9 bilhões que correspondem a cerca de 35% dos recursos do 13º. Nos estados do Sul, ficam 16,4% do total do benefício; no Nordeste, 14%; na região Centro-Oeste, 8,1% e na Norte, 3,8%. Em termos dos proventos da Previdência, o valor médio nacional a ser pago é de R$ 415,26. Já os empregados do mercado formal receberão em média R$ 948,73. A média nacional percebida a título de 13º será de R$ R$ 718,32. O maior valor médio para o 13º registra-se em Brasília, com R$ 1.531,51, enquanto no estado de São Paulo, o benefício fica, em média, em R$ 935,31. Piauí é o estado com o menor valor R$ 338,05. Metodologia - Para se chegar ao volume previsto a ser injetados na economia do País até o final do ano, com o pagamento do 13º, foram utilizados dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e informações do Ministério da Previdência e Assistência Social. No caso da RAIS, foram considerados todos os assalariados com carteira assinada nos setores público (celetistas ou estatutários) e privado ocupados no mercado formal, que trabalhavam em dezembro de 2002. Também levou-se em conta os beneficiários - aposentados e pensionistas - que, em setembro de 2003, recebiam seus proventos do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

Cálculo - Para estimar o montante a ser pago, no caso dos beneficiários do INSS, foi utilizado o total referente a setembro deste ano. Para os assalariados, o rendimento foi atualizado pela variação da massa salarial nominal média do período janeiro a junho de 2002 e janeiro a junho de 2003, apurada pela Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pelo Dieese e a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade, de São Paulo) e parceiros regionais nas regiões metropolitanas de São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador, Recife e o Distrito Federal. O cálculo não leva em consideração os autônomos e assalariados sem carteira que, eventualmente, recebam algum tipo de abono de fim de ano, nem os valores envolvidos nesses abono

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