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Diário da Região

22/03/2015 - 00h02min

Expansão empresarial

Número de empresas abertas cresce 53% desde 2010

Expansão empresarial

Sergio Isso Rodrigo Silva, da BR Fitness Delivery, já formatou a empresa para o sistema de franquia e está montando uma unidade modelo em Rio Preto
Rodrigo Silva, da BR Fitness Delivery, já formatou a empresa para o sistema de franquia e está montando uma unidade modelo em Rio Preto

O número de empresas abertas em Rio Preto nos últimos cinco anos teve um aumento de 53%. Embora seja um crescimento expressivo, foi inferior aos resultados nacionais e estaduais, que registraram alta de 66,1% e 75%, respectivamente, no mesmo período. Como houve uma expansão muito intensa nos últimos anos, esse ritmo começou a diminuir, mas ainda assim há espaço para desenvolvimento econômico da cidade, que carrega o título de ser berço de empreendedores de sucesso nos mais variados segmentos.

De acordo com o Empresômetro, ferramenta online que reúne números de empresas no País, em 2010, o número de empresas na cidade era de 37.181, passando para 56.909 neste ano, o que revela uma alta de 53%. No Brasil, passou de 9,6 milhões para 16 milhões, o que significa um incremento de 66,1%. No Estado, passou de 2,5 milhões para 4,2 milhões, o que representa uma alta de 65,3% no período. "O crescimento no número de empresas é sempre positivo, representa maiores oportunidades de empregos, negócios e renda", explica o economista José Aparecido Firmino.

Segundo o especialista, essa diminuição no ritmo de crescimento da economia nacional já era uma sinalização de que poderia ocorrer um período de desaceleração. "Principalmente por conta de uma saturação no consumo do mercado interno e da falta de uma política mais agressiva por parte do governo em atingir o mercado externo. Hoje, esses sinais viraram uma realidade", disse Firmino. As 56 mil empresas de Rio Preto representam uma parcela de 0,4% do total nacional.

Micros e pequenas

A realidade de Rio Preto, assim como no restante do País, é de uma predominância de micros e pequenas empresas. Esse grupo representa 88% do total das empresas, chegando a 50.123. E, o crescimento do grupo nos últimos cinco anos chegou a 55%, já que em 2010 eram 32.132 unidades. "A empresa é um meio organizado de atender as necessidades ou oferecer benefícios aos indivíduos. Se cresce o número de empresas é porque há demanda por produtos e serviços naquele mercado", afirma Firmino. 

Para o gerente do escritório do Sebrae-SP de Rio Preto, Marcos Amâncio, o crescimento de quase 20 mil empresas em cinco anos é um número muito importante, até porque muitas chegam com uma proposta inovadora, novos produtos, serviços e empregos. "Ficar abaixo da média estadual e nacional requer uma análise para entender melhor esses números. Quantas dessas empresas ainda permanecem no mercado? Um número menor de empresas, porém com maior taxa de sobrevivência pode ser mais positivo", disse.

Planejamento faz parte do negócio

Empreender sempre requer muito planejamento. Em momentos como o atual, esse planejamento deve ser ainda mais criterioso, porém é possível ser bem sucedido. Muitas empresas se destacam em momentos de instabilidade econômica. Segundo Marcos Amâncio, gerente do escritório do Sebrae de Rio Preto, é indispensável conhecer detalhadamente o mercado que se pretende atuar. "Além disso, é preciso uma proposta diferenciada dos atuais competidores nesse mercado, ter objetivos claros, estratégias bem definidas para alcançá-los e muito comportamento empreendedor para superar todas as adversidades que podem surgir pelo caminho."

Comércio

As empresas que atuam com o comércio são as que formam a massa da economia local. Dentro desse grupo, o destaque são as vendem artigos de vestuário e acessórios, com 3.504 unidades, representando 6,99% do total. Em seguida, estão lanchonetes, casas de chá e sucos, com 1.991 unidades e 3,97% do total. 

A terceira posição é ocupada pelas empresas que atuam com a venda de produtos alimentícios, com 1.172 empresas e 2,34%. Nesse ranking, ainda é possível perceber a representatividade dos revendedores de peças para veículos, com 1.136 unidades e 2,27% do total. A quinta colocação fica com o setor de beleza, num total de 1.080 cabeleireiros, que representam 2,15% do total do conjunto de empresas. 

 

Rafael Freitas Rocha O professor de matemática Rafael Freitas Rocha já dava aulas particulares desde 2013 em Rio Preto, mas percebeu que o mercado carecia de um espaço específico para atendimento a pessoas que têm dificuldade com matemática. Com investimentos de R$ 17 mil e geração de quatro empregos, criou o Inmat – Instituto de Matemática, que atende diferentes perfis de estudantes em busca de conhecimento da disciplina.

Regime tributário

A maior parte das empresas instaladas em Rio Preto adota o Simples como regime de tributação, num total de 41%. Em seguida, o mercado é formado por microempresas, num total de 35%. Adotam o formato de empreendedor individual 11% do total e 2% são empresas de pequeno porte. Quando a análise considera apenas as micro e pequenas empresas, a maior parte integra o regime Simples, num total de 20.426 empresas (41%). 

Alimentação é nicho forte

Atento ao potencial de mercado de Rio Preto, o empresário Rodrigo Silva é um dos exemplos de empreendedores que investiram no mercado local. Ele, que já atuava no ramo da alimentação, apostou suas fichas na criação de um modelo de negócio de entrega de comida saudável, já que esse público é bastante grande na cidade e ainda apresenta uma tendência de manutenção do crescimento. 

"Vi a necessidade de elaborar um cardápio específico para atender esse público que quer um cardápio light", disse. Em 2013, Silva montou a BR Fitness Delivery, que produz e entrega 35 opções de alimentação saudável, que vai de lanches naturais a pratos prontos, tudo natural e produzido no mesmo dia. 

Os valores oscilam de R$ 5,99 a R$ 16,99, mais uma taxa de entrega que pode ir de R$ 3 a R$ 7, dependendo do local da entrega. No ano passado, com a aceitação do negócio, o formatou para o modelo de franquia e hoje já tem sete contratos em negociação. "A taxa de franquia é de R$ 20 mil, além de um custo de montagem em torno de R$ 50 mil."

Crescimento

Segundo Silva, no período de um ano e meio já cresceu muito, passando de 800 entregas por mês para 3 mil por mês, prova de que o mercado existe e sobrevive apesar das adversidades enfrentadas pela economia no momento. Além disso, ele já está abrindo uma nova unidade, que será a modelo da marca e deve ser inaugurada em maio, na avenida Francisco Chagas. Ao todo, ele investiu R$ 180 mil e gerou seis empregos. "Nosso planejamento prevê a abertura de dez unidades neste ano. Acreditamos muito no negócio e que vai dar certo", disse. 

Faturamento das micro cai em janeiro

O faturamento das micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas despencou no início deste ano. Segundo a pesquisa mensal Indicadores Sebrae-SP, o recuo foi de 14,8% em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2014. Foi o maior porcentual de queda de receita para um mês de janeiro em relação a janeiro do ano anterior, desde 1998, quando a pesquisa teve início. O estudo mostrou ainda novo recorde de pessimismo dos empresários para a atividade econômica nos próximos seis meses. 

A receita total das MPEs no primeiro mês de 2015 foi de R$ 43,6 bilhões, o que significa R$ 7,6 bilhões a menos do que em janeiro de 2014 e R$ 11,5 bilhões menor do que a registrada em dezembro do ano passado. "O desempenho ruim da economia do Brasil teve impacto direto nas receitas dos micro e pequenos negócios", afirma o presidente do Sebrae-SP, Paulo Skaf. "Há um conjunto de fatores como retração na demanda, baixa confiança e inflação alta prejudicando o desempenho das empresas. 

Além disso, as empresas sofrem com os efeitos das medidas adotadas pelo governo para reorganizar a economia brasileira", completa. Em janeiro, o comércio registrou queda de 23% no faturamento ante o mesmo mês de 2014. No mesmo confronto, o setor de serviços teve recuo de 9,7%. Apenas a indústria teve aumento - de 3,6% - na receita, número explicado pela base fraca de comparação de janeiro de 2014. Em janeiro de 2015, o pessoal ocupado (sócios-proprietários, familiares, empregados e terceirizados) nas MPEs paulistas foi reduzido em 2,5% em relação a janeiro de 2014.  

No mesmo período, o rendimento real dos empregados dos micro e pequenos negócios encolheu 5,6%, já descontada a inflação. A folha de salários paga pelas MPEs baixou 6,6%. Em fevereiro deste ano, o pessimismo dos donos de MPEs bateu novo recorde. Segundo a pesquisa, 43% deles disseram esperar piora no nível de atividade econômica para os seis meses seguintes, o maior porcentual de toda a série histórica, iniciada em maio de 2005. Em fevereiro de 2014 eram 14%. 

 

 

Arte - Planejamento para Empreender


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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