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Diário da Região

03/04/2015 - 02h13min

Lição de casa

Núcleo de Jovens Empreendedores de Rio Preto vai para a sala de aula

Lição de casa

Sergio Isso Da direita para a esquerda: Paulina Rossi Ferreira, Lívia Maria Aguiar Sperançolo e Biana Lais Adriano, jovens que estão participando do projeto
Da direita para a esquerda: Paulina Rossi Ferreira, Lívia Maria Aguiar Sperançolo e Biana Lais Adriano, jovens que estão participando do projeto

Rio Preto está entre as cidades do Estado de São Paulo com as maiores taxas de empreendedorismo e um projeto desenvolvido pelo Núcleo de Jovens Empreendedores (NJE) da Associação Comercial e Empresarial de Rio Preto (Acirp) quer incentivar ainda mais o desenvolvimento de jovens com espírito empreendedor. O projeto "Sempre em Frente", iniciado no último sábado pelo NJE, é basicamente um curso de empreendedorismo voltado para adolescentes estudantes de escolas públicas. 

Para dar início ao projeto, em uma espécie de piloto, o núcleo escolheu a escola Philadelpho Gouvêa Neto, de onde foram selecionados 20 alunos, conta Rupen Grisi Kuyumjian, diretor do Núcleo de Jovens Empreendedores. "Estávamos em busca de uma escola e pensamos na Philadelpho porque os alunos de lá já estão mais adaptados a esse processo de seleção. Eles passam por um processo seletivo para entrar na escola e estariam cientes de como funciona. 

A escola foi receptiva ao projeto e, depois de uma apresentação, abrimos as inscrições. Tivemos 30 cadastrados. Esses 30 passaram então por um processo seletivo com os professores da própria escola e com os psicólogos que fazem parte do NJE, assim reduzimos para 20." A ideia do "Sempre em Frente" nasceu com base nos três pilares que ditam o trabalho realizado pelo Núcleo: capacitação, representatividade e/ou networking. 

"Sempre que estamos desenvolvendo algum projeto, temos que pensar em como ele impactará de acordo com pelo menos um destes pilares. Com o 'Sempre em Frente', conseguimos levar capacitação para esses jovens e representatividade com a comunidade", explica Kuyumjian. Segundo o diretor do NJE, o projeto é uma primeira oportunidade de muitos destes jovens estudantes entenderem como é a vida de um empreendedor. 

"Serão dez aulas ao longo do ano, com cases de sucesso e cases de insucesso, tudo para mostrar como funciona esse universo. Como as coisas podem dar certo e como também podem dar errado." As aulas também seguirão um modelo diferenciado, evitando o excesso de teoria e focando em apresentações mais animadas, com dinâmicas e um máximo de cinco folhas de teoria por encontro. 

Paralelamente, os alunos participantes terão que criar um projeto em que eles entregarão no final do curso um plano de negócios da empresa que eles gostariam de abrir. A intenção é também desmistificar algumas das ideias existentes sobre o empreendedorismo que existem na mente desses estudantes. "Quase que todos os formulários que recebemos tinham aquela ideia de enriquecimento rápido. 

Mas empreendedorismo não é isso e queremos mostrar todos os lados", diz Kuyumjian. Além de tudo isso, para o diretor do NJE, o curso servirá como aprendizado básico, mesmo que os estudantes não queiram investir em um negócio próprio. "É um diferencial para entrar no mercado de trabalho. Ajuda a trazer a realidade do mercado para esses jovens. Falta um pouco disso na educação dos jovens. Falta ensinar empreendedorismo desde cedo. 

Na minha época, não tive esse tipo de oportunidade, só fui entender o que era empreendedorismo na universidade." E é justamente essa bagagem que três dos estudantes selecionados pelo projeto querem adquirir. Paulina Rossi Ferreira, de 17 anos, Lívia Maria Aguiar Sperançolo, também de 17 anos, e Bianca Lais Adriano, de 16 anos, todas do terceiro ano do segundo grau, viram no "Sempre em Frente" a oportunidade de entender melhor o mercado de trabalho e sair na dianteira.

"Hoje em dia não adianta você exercer uma profissão se você não entende nada do mercado. Então, temos que estar prontos para isso", disse Bianca. "É sempre interessante saber mais sobre o assunto e se preparar para o mercado de trabalho. Teremos a prática também, o que é sempre bom", completa Lívia. Além disso, para Paulina, é uma forma de adquirir um pouco da experiência tão solicitada pelo mercado. "Ninguém quer empregar para dar experiência, então, precisamos nos preparar de alguma forma."

 

 


 

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