Diário da Região

12/03/2003 - 03h18min

Araçatuba

Ministro da Agricultura denuncia malandragem

Araçatuba

Antônio José do Carmo O ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, ontem, em Araçatuba
O ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, ontem, em Araçatuba
O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, disse ontem, em Araçatuba, durante encontro com centenas de empresários do setor canavieiro que participavam da inauguração de uma feira de negócios, que não confia na classe dos usineiros e que, no setor, as negociações e os acordos não evoluem porque existem “muitos malandros”. O ministro afirmou que não existe nenhum setor da Economia em que “todos sejam anjos”. “Sempre tem no meio dos anjos algum malandro”, comentou. Rodrigues disse isso se referindo ao fato de que o primeiro acordo feito com os representantes da classe em Brasília, para redução no preço do álcool combustível, não foi cumprido. “O problema é que o malandro destrói a imagem do setor”, disse. “Ou o setor cuida dos malandros e administra esse processo ou o governo será obrigado a fazer isso, não obstante à posição do ministro que é contrária a toda e qualquer intervenção”.

Rodrigues foi mais firme:
“O governo Lula e o ministro, que é produtor de cana, estão dando uma clara mensagem, seguros de que todos saberão se organizar e saberão enquadrar eventuais malandros dentro de um processo com a visão social mais forte do que era no passado e vamos sair dessa crise, preservando a unidade e o conceito de cadeia produtiva mais bem organizado da história da agricultura brasileira, que é o setor sucroalcooleiro. Se isso não acontecer, teremos de cuidar disso de uma maneira mais desagradável”. As declarações do ministro causaram constrangimentos entre os empresários. Onório Kytayama, assessor da União da Agroindústria Canavieira (Unica), achou que a expressão não foi correta. “A terminologia que ele usou não foi a mais adequada. Ele poderia ter chamado os empresários de ‘espertos’, porque não deixaram de produzir açúcar para ter um lucro imediato em relação ao álcool.”

O presidente da União das Destilarias do Oeste Paulista (Udop), Luiz Zancaner, foi solidário ao ministro e considerou que de fato existem malandros no setor, mas que, na sua opinião, já estão identificados e poderão receber “visitas dos fiscais”. Zancaner acredita que existem várias formas desses usineiros “trombarem com o governo” e que algumas medidas não seriam economicamente desejadas por nenhum deles. O empresário insinuou que a devassa fiscal poderia ser uma das medidas a serem tomadas pelo governo federal sobre as usinas que não acatarem os acordos que visem garantir o abastecimento de álcool a preços que sejam sempre 60% do valor da gasolina.

Social
Na opinião do ministro, os empresários precisam entender que o governo Lula é voltado para o social e que é mais comprometido nessa linha que o governo de Fernando Henrique Cardoso. “Quem não se der conta disso, vai trombar com o governo daqui para frente”, alertou. Rodrigues declarou que, além da questão imediata de se produzir mais álcool do que açúcar esse ano, o importante é garantir o futuro a longo prazo com a perenização do setor. A exportação seria uma das alternativas. O ministro disse que o Brasil está recebendo proposta da Suíça para dobrar a exportação de álcool. Aquele país está interessado em adquirir 500 milhões de litros de álcool por ano e até financiar a instalação de usinas produtoras para pagar com o fornecimento do produto. Para Rodrigues, no entanto, o Brasil não terá condições de garantir a produção para um contrato de exportação de álcool se nem mesmo o mercado interno é organizado para dar essa garantia de abastecimento.

Soja pode ser consumida
A soja transgênica cultivada no Brasil poderá ser consumida pelos brasileiros. A decisão foi anunciada ontem em Araçatuba pelo ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues. Ele disse que as medidas judiciais que permitirão essa alternativa ainda estão sendo providenciadas pelo governo, mas garantiu que não haverá problemas para o escoamento da safra desse ano. “No Brasil, faz tempo que se planta soja, faz tempo que o consumidor come soja transg

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