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Diário da Região

29/06/2017 - 00h00min

CONJUNTURA

Meirelles admite mais impostos e menos PIB

CONJUNTURA

Fabio Rodrigues Pozzebom/Fotos Públicas O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles:
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles: "O céu não é o limite"

Com a arrecadação em queda e o cumprimento da meta fiscal correndo risco, o aumento de impostos começa a se tornar uma possibilidade cada vez mais real dentro do governo. "Se for necessário, vamos aumentar impostos", afirmou nesta quarta-feira, 28, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em entrevista após participar de evento com investidores do Citibank, em São Paulo.

Economistas já vêm advertindo que, com as expectativas de arrecadação sendo frustrada mês a mês, além das incertezas relacionadas a receitas extraordinárias de mais de R$ 90 bilhões previstas pelo governo, o aumento de impostos será inevitável para fechar as contas. O presidente Michel Temer havia firmado um compromisso de não aumentar impostos, mas, mesmo assim, a equipe econômica já tinha conseguido elevar, em março, o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de cooperativas de crédito.

Cide

Meirelles disse, porém, que não há definição sobre o aumento da Cide Combustíveis, um tributo cobrado sobre a venda da gasolina e do diesel. "Eu tenho uma postura sobre decisões deste tipo. Não acho adequado tomar uma decisão e não anunciar e depois, perguntado, revelar. No dia que eu tomo uma decisão e for formalizada, nós anunciamos imediatamente", disse.

Porém, do lado fiscal, o aumento da Cide reforçaria o caixa e ajudaria no cumprimento da meta fiscal. A cada R$ 0,10, a Cide contribui com uma arrecadação extra de cerca de R$ 3,5 bilhões por ano. Se fosse elevada hoje, porém, a nova alíquota só entraria em vigor daqui a 90 dias. Por isso, a contribuição fiscal seria pequena neste ano, mas considerável para 2018, quando a meta será de déficit de R$ 129 bilhões.

PIB

Meirelles revelou que o governo está revendo a projeção sobre o desempenho da economia neste ano. Meirelles avaliou que a crise política tem, na margem, efeito sobre a média de crescimento econômico, mas não é algo dramático. Após participar de encontro com investidores promovido pelo Citi, Meirelles reafirmou a expectativa de retomada do crescimento econômico, mas adiantou que o PIB deve subir menos do que a taxa de 0,5% das projeções da equipe econômica.

O titular da pasta da Fazenda disse também que a previsão do governo de crescimento de 2,7% da economia no último trimestre do ano ante o mesmo período de 2016 ganhou viés de baixa. Ainda assim, ressaltou que a tendência é de crescimento superior a 2% nessa base de comparação. "De fato, a projeção tem certo viés de baixa, mas nada abaixo de 2%", disse Meirelles.

 

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