X
X

Diário da Região

07/04/2016 - 10h27min

São Paulo

Mais do que nunca, a economia tem de ajudar a política, diz Barbosa

São Paulo

O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, ressaltou a necessidade de a economia, mais do que nunca, ajudar a política para fechar seu discurso durante evento, em São Paulo, promovido pelo Itaú. "Espero que a solução atual do impasse político respeite a democracia e o processo legal", destacou ele. Barbosa voltou a falar da necessidade de construir propostas econômicas para superar os atuais desafios que o País enfrenta. No início de seu discurso, o ministro ressaltou os desafios de equilíbrio fiscal do governo, mas afirmou que a maior dificuldade é construir consenso em torno das políticas para que o Brasil consiga superar os problemas atuais. Segundo ele, no campo político, há discursos polarizados, "beirando o religioso e messiânico". Frustração de receitas Segundo Barbosa, o governo brasileiro pode ter nova frustração de receitas neste ano em meio ao atual quadro da economia que, segundo expectativas, deve ter um segundo ano de retração da atividade. É justamente essa frustração de receitas, conforme ele, que torna necessária a revisão da meta de resultado primário. "Frustração de receita e rigidez de despesa tornam necessário mudar a programação fiscal. Alterar programação fiscal é consequência, não causa do resultado fiscal. Só meta de resultado primário não é suficiente. É preciso meta para os gastos", disse Barbosa. O ministro afirmou que os gastos discricionários do governo devem continuar caindo este ano, mas em ritmo menor do que em 2015. Segundo ele, neste ano, essas despesas devem voltar ao patamar de 2010, mas que um corte maior, diante do momento de retração da atividade, pode causar um maior reflexo na economia brasileira. "Fizemos reformas em gastos obrigatórios que trarão economia de R$ 10 bilhões a R$ 12 bilhões. Custeio da máquina é 3% do gasto primário e ficou quase estável no ano passado. Reduzimos despesas discricionárias de 4,5% do PIB para 3,9% do PIB em um ano", ressaltou Barbosa. Ele afirmou ainda que no ano passado o governo não cumpriu a meta de superávit primário, pois houve queda de arrecadação maior que o esperado. Acrescentou também que somente controlar despesa discricionária não é suficiente. Atualmente, de acordo com Barbosa, 81,3% dos gastos do governo são obrigatórios. Previdência e folha de pagamento correspondem a 65% da despesa primária do governo federal. O ministro lembrou, porém, que o debate da reforma da previdência está sendo prejudicado pelo atual momento político. "Temos de evoluir de medidas de ajuste fiscal para medidas de reforma fiscal. Temos procurado definir limites e instrumentos para que o governo possa cumpri-los. Não basta só estabelecer metas sem dotar o estado de medidas para cumpri-las", avaliou Barbosa. O ministro da Fazenda disse que estabelecer metas sem instrumentos necessários só gera "incerteza jurídica e econômica".

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso