Diário da Região

07/04/2005 - 01h32min

Reajustes

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Rubens Cardia Farinha de trigo representa 84% do custo de produção do pãozinho
Farinha de trigo representa 84% do custo de produção do pãozinho
A partir de amanhã, os consumidores da região devem pagar mais pela conta de energia elétrica. Para os consumidores da área de concessão da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), que atende Rio Preto e municípios próximos, o aumento será de 3,42% nas residências, e, em média, 17,93% nas indústrias. Em Frutal e proximidades, onde atua a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), o preço da conta de energia vai sofrer alta de 18,48% para os consumidores de baixa tensão (residências) e de 25,14% no caso das indústrias. Além dessas duas concessionárias, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou ontem o reajuste das tarifas das distribuidoras Empresa Energética do Mato Grosso do Sul (Enersul) e Centrais Elétricas Matogrossenses (Cemat). As novas tarifas passam a vigorar a partir de amanhã, com a publicação no Diário Oficial da União.

As tarifas CPFL terão em média reajuste de 9,41%. Os consumidores residenciais e pequeno comércio pagarão apenas 3,42% a mais em suas faturas, enquanto as indústrias e demais usuários de alta tensão terão aumentos de 16,15% a 28,20%. Os 5,8 milhões de consumidores da Cemig terão aumento médio de 21,24%, sendo que as residências pagarão 18,48% a mais, e as indústrias terão reajustes de 22,22% a 30,45%, dependendo da tensão. De acordo com a Aneel, esse reajuste médio reflete a conclusão do processo de revisão tarifária periódica das empresas, realizado em 2003, além de incluir componentes financeiros relativos aos anos de 2004 e 2005. Um dos principais componentes financeiros é o repasse de parcelas da Conta de Variação de Itens da Parcela A (CVA). A CVA registra a variação, entre os reajustes tarifários anuais, de parte dos itens de custo das distribuidoras, como a compra de energia elétrica da usina de Itaipu e alguns encargos tarifários do setor elétrico.

Ao calcular os índices de reajuste, a Aneel considera a variação de custos que as empresas tiveram no decorrer de doze meses. A fórmula de cálculo inclui custos gerenciáveis, sobre os quais incide o Índice Geral do Preços de Mercado (IGP-M), e custos não-gerenciáveis, como energia comprada de geradoras, entre outras despesas e encargos de transmissão. A aplicação do reajuste, de 17,74% no caso da CPFL e de 23,88% na Cemig, é diferenciada por categoria de consumo em conseqüência do realinhamento, eliminação gradual dos subsídios cruzados existentes na tarifa, como estabelece o Decreto n º 4.667, de abril de 2003.

Enquanto a CPFL atende a mais de 3 milhões de unidades consumidoras no interior do Estado de São Paulo, a Cemig fornece energia para quase 6 milhões de unidades. Para a economista Emília de Toledo Leme, da Secretaria de Planejamento de Rio Preto, o aumento na conta de luz vai influenciar diretamente na inflação. Segundo ela, além de pesar nos custos com habitação, que representam 26% dos gastos das famílias, esse reajuste de tarifa implicará em aumento de custos para a indústria. ?As empresas certamente irão repassar aos produtos o aumento de custos?, afirmou. Na região de Votuporanga, atendida pela concessionária Elektro, o reajuste anual será realizado em agosto.

Novo preço da farinha pressiona pãozinho
Apesar do aumento de cerca de 30% no preço da farinha de trigo no último mês, apenas as padarias que ainda cobram menos de R$ 0,25 pelo pão francês devem reajustar o preço do produto, por apresentar valor defasado há mais de um mês. ?A farinha tem peso de 84% no custo da receita do pão. Mesmo com o aumento desse insumo nas últimas semanas, muitos comerciantes não elevaram o preço do pão?, afirmou Wilson Aparecido Perissini, presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de Rio Preto. Ele disse que as panificadoras que praticam R$ 5 por quilo do pão francês, o equivalente a R$ 0,25 pelo filãozinho, devem manter o mesmo preço. Segundo ele, esse valor serve apenas para cobrir os custos de produção, mas, como o consumo está pequeno, os panificadores não podem reajustar o preço.

Ainda de acordo com Perissini, no ano passado o saco da farinha esteve e

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