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Diário da Região

28/08/2015 - 17h07min

São Paulo

Juros com prazos longos se aproximam dos ajustes com acomodação do dólar

São Paulo

Os números ruins do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil sugeriram certo viés de baixa para as taxas dos contratos futuros de juros mais cedo nesta sexta-feira, 28. Mas quando saíram os dados do setor público consolidado, referentes a julho, ficou claro que o País tem dificuldades em sua área fiscal e as taxas passaram a subir. Na ponta longa, o movimento foi reduzido durante a tarde, com o dólar se acomodando em patamares mais distantes das máximas do dia. Além disso, players aproveitaram para realizar lucros no intraday (vendendo taxa) e alguns profissionais também citaram certo fluxo de entrada de investimentos estrangeiros na renda fixa brasileira, a despeito de todas as dúvidas econômicas e políticas que rondam o cenário. No fim da sessão regular, a taxa do contrato futuro para janeiro de 2016 ficou em 14,215%, ante 14,210% de ontem, enquanto o DI para janeiro de 2017 marcou 13,95%, ante 13,87%. O vencimento para janeiro de 2019 indicou taxa de 13,80%, de 13,76% na véspera, enquanto o DI para janeiro de 2021 marcou 13,71%, ante 13,72%. Quando os números da economia brasileira foram divulgados pela manhã, ficou claro que o País tem dificuldades para voltar a crescer e para ajustar suas contas. O Produto Interno Bruto (PIB) de julho indicou retração de 1,9% no segundo trimestre, ante o primeiro, e caiu 2,6% ante o segundo trimestre do ano passado. Para piorar, o PIB do primeiro trimestre do ano foi revisado em baixa, de -0,2% para -0,7% ante o quarto trimestre de 2014. Na prática, o País está em recessão técnica. Já o Banco Central informou que o setor público consolidado teve um déficit primário de R$ 10,019 bilhões em julho - bem pior que os R$ 8,050 bilhões negativos esperados pelo mercado (mediana das previsões). Com o movimento das taxas futuras visto hoje, na prática o mercado precifica 89% de chances de, na reunião de setembro, o Banco Central manter sua taxa básica de juros, a Selic, em 14,25% ao ano. Outros 11% de chances são para uma alta de 0,25 ponto porcentual da Selic - algo cada vez mais improvável, considerando a franqueza da economia brasileira.

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