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Diário da Região

22/09/2015 - 17h11min

São Paulo

Juros acompanham mau humor com cenário interno e fecham em alta

São Paulo

Uma nova sessão de estresse e aversão ao risco fez os juros negociados no mercado futuro voltarem a subir nesta terça-feira, 22, acompanhando o mau humor observado nos mercados de ações e câmbio. O nervosismo dos investidores se manteve vivo durante todo o dia, diante das mesmas incertezas de sempre: crise política, dificuldade do governo em avançar no ajuste fiscal, risco de rebaixamento, etc. No cenário político, as atenções se concentraram na expectativa em torno da sessão conjunta da Câmara e do Senado para apreciação de vetos da presidente Dilma Rousseff, que buscam impedir gastos públicos de R$ 127,8 bilhões até 2019. Em princípio, a sessão está prevista para ter início às 19 horas, mas pode ser adiada, conforme estratégia da base governista. O governo passou o dia contando votos para avaliar se há condição de vitória. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), defendeu o adiamento da sessão e afirmou que uma derrota do governo seria uma "sinalização horrorosa" para o mercado. Apesar de a agência de classificação de risco Moody's ter garantido que não vai mexer no rating brasileiro neste ano, os temores de novo rebaixamento continuam presentes nas mesas de operação. As atenções se voltaram principalmente para a Fitch Ratings, que tem uma equipe no Brasil para avaliar a situação econômica do País. Nos encontros com os técnicos da Fitch, o governo busca mostrar seu esforço para que não sofra novo rebaixamento. Vale lembrar que o rating brasileiro pela Fitch está dois níveis acima do "grau especulativo". Para tirar o selo de bom pagador do Brasil, a agência precisaria, portanto, rebaixar o País em dois patamares. Com parte dos vencimentos de Depósito Interfinanceiro (DI) já indicando juros acima de 16%, o Tesouro Nacional promoveu um leilão de recompra de NTN-Bs e resgatou 161,5 mil títulos, de um total possível de 2 bilhões de papéis que se comprometia a absorver. Nos negócios na BM&F, o DI com vencimento em janeiro de 2016 terminou o dia no horário regular com taxa de 14,58%, contra 14,54% do ajuste da segunda-feira. O vencimento de janeiro de 2017 teve taxa de 15,75%, frente a 15,61% do ajuste anterior. O vencimento de janeiro de 2019 teve a taxa elevada de 15,95% para 16,22%. Na ponta mais longa da curva, o DI para janeiro de 2021 ficou com taxa de 16,14%, ante 15,81% do ajuste da véspera.

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