Diário da Região

09/02/2011 - 03h00min

Preços

Inflação ‘oficial’ é a mais alta desde 2005

Preços

Thomaz Vita Neto Bebidas e alimentos puxaram para cima o IPCA em janeiro
Bebidas e alimentos puxaram para cima o IPCA em janeiro

A inflação do IPCA, o índice oficial do sistema de metas, ficou em 0,83% em janeiro, o maior resultado (junto como de novembro de 2010) desde abril de 2005, quando foi de 0,87%. O IPCA em doze meses subiu de 5,91%, até dezembro, para 5,99%, até janeiro, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Agora, segundo analistas, é possível que a inflação em 12 meses ultrapasse o teto da margem de tolerância do sistema de metas, de 6,5%, em meados de 2011. Trazer o IPCA de volta a 4,5%, o centro da meta, no final deste ano é considerado virtualmente impossível, e parte expressiva do mercado já aposta que isto não ocorrerá nem em 2012.


Em janeiro, o IPCA foi puxado pelos itens “alimentação e bebidas”, que teve alta de 1,16%, e transportes, com 1,55%. Esses dois itens contribuíram com 0,56 ponto percentual do IPCA de 0,83% de janeiro, causando, portanto, 67% da inflação do mês. O maior impacto veio do aumento de 4,13% nas tarifas dos ônibus urbanos, puxado pelas altas em São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Salvador.


No caso de alimentação e bebidas, houve um recuo em janeiro em relação à alta de 1,32% em dezembro. Felipe Tâmega, economista-chefe do grupo Modal, nota que o complexo carne, e em especial a carne de porco, está contribuindo para conter a alta dos alimentos.


Alimentos


A maior alta da alimentação, de 1,86%, ocorreu na região metropolitana do Rio de Janeiro, por causas das chuvas que provocaram estragos nas lavouras da região serrana. Alguns aumentos expressivos no IPCA de janeiro foram o dos tomates, com 27,1%, cenoura (22,32%) e hortaliças (15,57%).


Tatiana Pinheiro, economista do Santander, diz que não se deve superestimar o papel dos alimentos na inflação de janeiro. Ela nota que, em novembro, quando o IPCA também foi de 0,83%, os alimentos subiram 2,22% - bem mais, portanto, do que a alta de 1,16% de janeiro. Além disso, o índice de difusão (o percentual de itens do índice que tiveram aumento de preços)foi de 67,6% em janeiro, excluindo-se a alimentação. Quando ela é incluída, a diferença é pouca, e o índice de difusão vai para 69,3%. Em agosto, em ambos os casos, o índice estava em torno de 48%: “Isso corrobora que é um movimento generalizado, fruto da atividade econômica aquecida, dos aumentos reais de salário em função do mercado de trabalho apertado, da indexação de serviços e do aumento internacional das commodities.” Em fevereiro, quando a inflação esperada pelo mercado já está na faixa de 0,8% a 0,9%, a expectativa é que o grande vilão seja a educação, com a alta sazonal de matrículas e mensalidades.


IGP-DI


A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) mais que dobrou em janeiro deste ano, fechando o mês em 0,98%, após registrar taxa de 0,38% em dezembro de 2010. O resultado, divulgado ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro, que esperavam uma alta de preços entre 0,85% e 1,05%. A mediana das expectativas estava em 0,97%.


No caso dos três indicadores que compõem o IGP-DI, o Índice de Preços por Atacado - Disponibilidade Interna (IPA-DI) subiu 0,96% no primeiro mês do ano, após registrar taxa positiva de 0,21% em dezembro. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor - Disponibilidade Interna (IPC-DI) teve alta de 1,27% em janeiro, ante o aumento de 0,72% em dezembro. Já o Índice Nacional do Custo da Construção - Disponibilidade Interna (INCC-DI) apresentou taxa positiva de 0,41% em janeiro, após alta de 0,67% em dezembro.


Construção civil


A inflação medida pelo Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) foi de 0,27% em janeiro, segundo o IBGE. O resultado ficou 0,01 ponto percentual acima do registrado em dezembro, quando houve alta de preços de 0,26%. O custo nacional da construção por metro quadrado em janeiro foi de R$ 768,44, ante os R$ 769,06 do último mês de 2010. Em janeiro, a parcela referente ao material de construção somou R$ 436,29, enquanto a da mão de obra ficou em R$ 332,15.


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