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Diário da Região

11/02/2015 - 08h38min

Rio

Inflação da baixa renda avança 2% em janeiro, aponta a FGV

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A inflação percebida pelas famílias de baixa renda subiu 2,00% em janeiro, mais do que o dobro da taxa observada em dezembro (0,70%), de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) divulgado nesta quarta-feira, 11, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador é usado para mensurar o impacto da movimentação de preços entre famílias com renda mensal entre 1 e 2,5 salários mínimos. Com o resultado, o índice acumula alta de 7,66% em 12 meses.

Os reajustes das tarifas de ônibus urbano e de energia elétrica pesaram mais no bolso das famílias de baixa renda. Ao mesmo tempo, os alimentos também ficaram mais caros e deixaram o orçamento doméstico mais apertado. O resultado do IPC-C1 difere da inflação média, também calculada pela FGV por meio do IPC, porque alguns itens têm relevância maior no orçamento da baixa renda.

Caso das tarifas de ônibus urbano. Por comprometerem uma fatia maior dos ganhos desse público, o aumento foi salgado: 8,88% em janeiro, contra 0,59% em dezembro. Outro item que pressionou a inflação desaa classe foi a tarifa de energia elétrica, que também ficou 8,88% mais cara no primeiro mês do ano, após um aumento de 1,14%. Com esses resultados, aceleraram os grupos Transportes (0,72% para 5,38%) e Habitação (0,55% para 2,02%), respectivamente.

Alimentos

Os alimentos também pressionaram a inflação em janeiro. Em uma elevação considerada sazonal, as hortaliças e legumes saltaram 16,31%, após alta de 5,41%. Só a batata-inglesa ficou 41,24% mais cara. O resultado contribuiu para a aceleração do grupo Alimentação (1,05% para 1,97%).

Também ganharam força os grupos Educação, Leitura e Recreação (0,43% para 3,02%), diante da elevação de 10,51% nas mensalidades de cursos formais, e Despesas Diversas (0,24% para 2,21%), com um reajuste de 3,46% nos cigarros.

No sentido contrário, os alívios vieram dos grupos Vestuário (0,59% para -0,40%), com as roupas 0,67% mais baratas; Saúde e Cuidados Pessoais (0,40% para 0,02%), diante da queda de 1,00% nos artigos de higiene e cuidado pessoal; e Comunicação (0,56% para 0,26%), com as tarifas de telefone móvel em alta de 0,22%, menos do que a taxa de 1,28% registrada em dezembro.

A taxa do IPC-C1 de janeiro foi superior à inflação média apurada entre as famílias com renda mensal entre 1 e 33 salários mínimos. O Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-BR) mostrou alta de 1,73% no mês passado. No acumulado em 12 meses, o IPC-C1 passou de 6,29% em dezembro para 7,66% até janeiro de 2015. O resultado, desta vez, se manteve no mesmo patamar que o IPC-BR, que também avançou a 7,66% em igual período.

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