X
X

Diário da Região

07/06/2016 - 14h41min

Brasília

Ilan: alta de juro nos EUA complica, mas crescimento americano ajuda

Brasília

O indicado à presidência do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, afirmou nesta terça-feira, 7, durante sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) no Senado, que o Federal Reserve só subirá os juros nos Estados Unidos se houver confiança no crescimento da economia americana. Ele fez um paralelo entre vantagem e desvantagem do início da alta de juros nos EUA. O economista explicou que a alta dos juros americanos pode reverter um fluxo de recursos direcionados às economias emergentes. Por outro lado, a elevação da taxa, para ele, só virá com a confiança no crescimento daquele país. "Para nós, se a subida da taxa de juros complica, o crescimento ajuda no comércio exterior", disse. O executivo voltou a dizer que vai trabalhar no BC pensando no longo prazo. Sobre a meta fiscal aprovada para este ano, ele afirmou que o número precisa ser realista. "Claro que déficit de R$ 170 bilhões não é bom, mas tem que fazer diagnóstico correto, qual o déficit verdadeiro", afirmou. Ilan disse ainda que o BC precisa ter instrumentos para enxugar a liquidez da economia. "Dada uma meta, o BC precisa ter instrumento para utilizar, que é o juro", afirmou. Segundo ele, é preciso ter um objetivo para a inflação, e não para os juros. "Inflação é um imposto regressivo. Toda vez que sobe, inicialmente sobe mais para os pobres. Tem impacto social relevante." O indicado afirmou ainda que é preciso olhar reservas internacionais e operações de swap como um todo. Para ele, ter condições para reduzir estoque de swaps cambiais foi algo feliz. Emprego Ilan afirmou ainda que não vê necessidade de que o emprego entre como mais um mandato da instituição. Segundo ele, essa é uma questão estrutural, que ultrapassa os mandatos do BC, que são assegurar a estabilidade do poder de compra e a estabilidade financeira. "Acho que não é necessário (que o emprego entre como mais um mandato do BC). Pensamos naquele emprego sustentável, e o crescimento vem com investimento, com educação, com inovação e gestão. São questões que ultrapassam o mandato do Banco Central, que tem relação muitas vezes com o curto prazo. No arcabouço de metas, é levado em conta a atividade, mas emprego permanente é questão mais estrutural", explicou Ilan. O economista também se mostrou contrário a estímulos que, como contrapartida, permitam a elevação da inflação. Segundo ele, é preciso, em vez disso, promover "estímulos sustentáveis". "Uma vez que se deixa a inflação subir, para ela voltar é uma dificuldade", disse. "Há um custo de emprego que a gente não deveria ter", acrescentou Ilan.

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso