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Diário da Região

25/04/2016 - 17h48min

São Paulo

Ibovespa recua 1,98% com cenário externo desfavorável

São Paulo

O mercado acionário brasileiro teve nesta segunda-feira, 25, seu terceiro pregão seguido de baixa e, novamente, determinada pela deterioração do cenário internacional. O Índice Bovespa terminou o dia em queda de 1,98%, aos 51.861,71 pontos. O volume de negócios totalizou R$ 5,72 bilhões, bem abaixo da média do mês, num sinal da cautela do investidor diante das indefinições dos cenários interno e externo. No ambiente político doméstico, os players monitoraram as especulações em torno de nomes para a equipe econômica de um eventual governo Michel Temer (PMDB-SP). No cenário externo, foram acompanhados de perto os sinalizadores do ritmo econômico global, em meio à expectativa pela decisão de política monetária nos juros nos Estados Unidos, na quarta-feira, 27. Nesse mesmo dia acontece a reunião do brasileiro Copom. Assim como já havia acontecido na última sexta-feira, as ações da mineradora Vale estiveram entre os principais destaques de baixa. Os papéis reagiram a mais uma queda do minério de ferro no mercado chinês, que também derrubou as ações de outras mineradoras pelo mundo. A queda das commodities metálicas esteve relacionada aos temores em torno do ritmo lento da economia da China e da fraqueza da balança comercial da segunda maior economia do mundo. Ao final dos negócios, Vale ON e PNA recuaram 6,57% e 7,51%, respectivamente. O setor siderúrgico também pegou carona na queda das commodities e reagiu negativamente. O destaque ficou com as ações da Usiminas, que refletiram ainda alguma frustração com o resultado financeiro do primeiro trimestre do ano. A empresa anunciou prejuízo líquido de R$ 151 milhões, resultado 35,7% menor que o do mesmo período de 2015. O Ebitda ajustado somou R$ 52 milhões, 7,3 vezes menor. Apesar de os resultados terem apresentado melhora na comparação 2016/2015, os números foram considerados fracos. Usiminas PNA foi a maior queda do Ibovespa, com recuo de 10,38%. O petróleo foi outra matéria-prima a gerar influência no mercado brasileiro. Com queda de 2,49% na Nymex (US$ 42,64 o barril) e de 1,40% na ICE (US$ 44,48), a commodity ajudou na desvalorização das ações da Petrobras, que caíram 4,19% (ON) e 4,31% (PN).

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