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Diário da Região

03/06/2015 - 00h00min

Entre a mais cara

Gasolina vendida em Rio Preto é uma das mais caras do estado

Entre a mais cara

Hamilton Pavam Em maio, preço médio da gasolina em Rio Preto foi R$ 3,29; agora, litro do combustível pode ser encontrado por R$ 3,35
Em maio, preço médio da gasolina em Rio Preto foi R$ 3,29; agora, litro do combustível pode ser encontrado por R$ 3,35

Rio Preto está entre as cidades do Estado de São Paulo com os combustíveis mais caros, aponta o Boletim Combustíveis realizado pelo Centro de Pesquisa em Economia Regional (Ceper) com base nos dados de preços coletados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) entre os meses de janeiro e abril. Entre os nove municípios analisados pela pesquisa, Rio Preto era a cidade que tinha a gasolina mais cara em abril, vendida a R$ 3,23, em média, valor R$ 0,13 acima da média estadual, que era de R$ 3,10.

O etanol era vendido aqui pelo segundo maior valor entre as nove cidades, a R$ 2,09, R$ 0,08 acima da média estadual. Segundo Luciano Nakabashi, um dos coordenadores do estudo, o que pode influenciar na decisão pelo valor da revenda é a estrutura de custo de um posto de combustíveis. “Fatores como o transporte do combustível, a quantidade de empregados, o aluguel do espaço e a competição local impactam diretamente no valor final”, afirma.

No entanto, essas questões não deveriam pesar tanto na conta final, afirma o economista Edgar Antônio Sbrogio. “Não consigo ver nada que influencie a ponto de termos um combustível tão caro. Não estamos tão distantes assim de refinarias para usar frete como desculpa e vemos cidades vizinhas de Rio Preto que comercializam a um preço bem mais em conta. Acredito que a principal causa seja a acomodação do mercado, os proprietários de postos colocam esses valores e a população paga”, diz.

De acordo com os dados do Boletim, o último reajuste da gasolina, em fevereiro, elevou os preços aos patamares que estavam no início de 2012. A forte mudança nos preços decorrente dos reajustes aplicados no começo de 2015 deve-se, sobretudo, ao aumento do PIS/Cofins, que elevou o preço da gasolina em cerca de R$ 0,22 nas refinarias, impactando quase no mesmo montante o consumidor final.

Em Rio Preto, a gasolina chegou a um preço médio de R$ 3,33, em fevereiro, época do reajuste, puxando o etanol junto, que era comercializado a R$ 2,24, principalmente em virtude da concorrência e da situação difícil das empresas do setor sucroalcooleiro, aponta a pesquisa. No entanto, a situação melhorou recentemente. Com o início da safra da cana-de-açúcar, o preço do etanol teve uma leve redução.

Segundo a ANP, na média de maio, o combustível era vendido em Rio Preto a R$ 2,01. Já na última semana do mês, do dia 24 ao dia 30, a média era de R$ 1,99. O mesmo não pode ser dito da gasolina. Segundo o levantamento da ANP, que não entrou na pesquisa da Fundace, o preço médio do combustível derivado do petróleo em maio continuou subindo, vendido a um preço médio de R$ 3,29. Analisando apenas a última semana do mês, a média foi ainda maior, R$ 3,31.

Livre

Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro) de Rio Preto, Roberto Uehara, a precificação dos combustíveis é livre, cada estabelecimento tem o direito de utilizar os critérios que desejar para decidir o preço do combustível. “Não é tabelado. A gasolina, por exemplo, tem seu valor nas refinarias controlado pelo governo federal e o proprietário do posto avalia de acordo com o mercado qual a porcentagem que será aplicada sobre o valor inicial.”

Sobre o etanol, Uehara esclarece que não é porque a região está cercada de usinas de cana-de-açúcar que ela terá preços baixos. “A cana está entre as commodities que têm seu valor controlado por questões que vão além da quantidade de usinas existentes na região. Além disso, ela e, consequentemente, o etanol dependem muito do clima. Com o clima ideal, o resultado da produção é melhor, auxiliando na redução dos preços.”

Além disso, a tributação é outro fator de grande peso na conta final. “Temos a terceira maior carga tributária sobre combustíveis do mundo. Na gasolina, aproximadamente R$ 1,60 do seu valor vai para o governo. O restante o proprietário de posto precisa cobrir suas despesas. No fim das contas, seu lucro é de centavos”, diz Uehara.

 

Preço médio dos combustíveis em Abril Clique aqui para ampliar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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