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Diário da Região

17/08/2015 - 09h10min

Brasília

Focus eleva de US$ 7,70 bilhões para US$ 8 bilhões o superávit comercial em 2015

Brasília

A área que traz os melhores resultados da economia brasileira nos últimos tempos, o setor externo, continuou a revelar melhora também no Relatório de Mercado Focus, divulgado pelo Banco Central na manhã desta segunda-feira, 17. A mediana das previsões para a balança comercial de 2015 passou de um saldo positivo de US$ 7,70 bilhões para US$ 8 bilhões de uma semana para outra. Quatro edições antes, estava em US$ 6,40 bilhões. Já para 2016, o superávit comercial mostrou um ligeiro avanço, de US$ 15 bilhões para US$ 15,19 bilhões de uma semana para outra - um mês antes estava em US$ 14 bilhões. No caso das previsões para a conta corrente, o mercado financeiro também reduziu a expectativa de um déficit de US$ 77,50 bilhões para US$ 77 bilhões em 2015. Quatro semanas atrás, a projeção era de déficit de US$ 80,00 bilhões. Já para 2016, a perspectiva de saldo negativo mudou de US$ 68,50 bilhões para US$ 67,45 bilhões - um mês antes estava em US$ 70 bilhões. Apesar disso, os analistas consultados semanalmente pelo BC estimam que o ingresso de investimentos para o setor produtivo será insuficiente para cobrir integralmente esse resultado deficitário em 2015 e também no ano que vem. Nos últimos meses, segundo participantes, os analistas tentam reestimar as projeções levando em consideração a mudança de metodologia da nota do setor externo, em abril. A mediana das previsões para o novo Investimento Direto no País (IDP) permaneceu em US$ 65 bilhões de uma semana para outra no caso de 2015 - um mês antes estava em US$ 66,25 bilhões. Para 2016, permaneceu em US$ 65 bilhões pela 12ª semana consecutiva. IGP-M A trajetória de alta do dólar pressiona ainda mais a estimativa para o comportamento dos IGPs no Relatório de Mercado Focus. Para o IGP-M deste ano, a previsão é de uma alta de 7,74%, taxa maior do que a da semana passada, de 7,69%. Quatro semanas atrás a previsão era de 7,46%. No caso do IGP-DI, a pressão foi no mesmo sentido: 2015 deve encerrar em 7,67%, e não mais em 7,66%, como os analistas aguardavam na semana passada ou em 7,64%, como há um mês. Para 2016, a perspectiva de alta de 5,50% segue pela 54ª semana no caso do IGP-DI. Para o IGP-M, também estacionado em 5,50% por 53 semanas consecutivas, a mediana sofreu um leve incremento, para 5,51%. Sobre o IPC-Fipe, que mede a inflação para as famílias de São Paulo, a estimativa para 2015 passou de 9,17% para 9,23% de uma semana para outra. Um mês antes, a mediana das projeções do mercado para o IPC era de 8,72%. Para 2016, a expectativa ficou estável em 5,30%, nível em que já se encontrava um mês antes.

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