Diário da Região

04/07/2013 - 23h34min

Economia

Federação ouve pedidos dos comerciários de Rio Preto

Economia

Hamilton Pavam Luiz Carlos Motta, presidente da Fecomércio, cumprimenta vendedor de loja do Calçadão de Rio Preto: sensbilização da categoria
Luiz Carlos Motta, presidente da Fecomércio, cumprimenta vendedor de loja do Calçadão de Rio Preto: sensbilização da categoria

Flexibilização do horário do comércio, reposição do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, redução da carga horária, participação nos lucros, reajuste salarial e os efeitos práticos da regulamentação da profissão de comerciário. Estes foram os principais pontos defendidos ontem pelo presidente da Federação dos Empregados no Comércio do Estado de São Paulo (Fecomerciários), Luiz Carlos Motta, durante sua visita comerciários associados de Rio Preto.


O Diário acompanhou a comitiva do presidente da federação em sua passagem pelo centro de Rio Preto, onde ele aproveitou para atualizar os comerciários sobre a atual situação da categoria. Quanto à polêmica flexibilização do horário do comércio na área central de Rio Preto, o presidente da Fecomerciários afirmou que por ser uma questão de caráter local, o máximo que pode fazer é apoiar a decisão que for tomada e que seu único interesse é na humanização do trabalho dos comerciários. "Diversos pontos devem ser levados em consideração, como a necessidade do local e a cultura, pois temos cidades, por exemplo, que por cultura não trabalham depois do meio dia do sábado. Outras, maiores, já estendem o horário.


Temos que deixar a discussão regionalizada, cidade por cidade. As entidades precisam discutir entre elas e o que decidirem deve ser acatado pela Câmara do Comércio", declarou Motta. Segundo Márcia Caldas Fernandes, presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Rio Preto (Sincomerciários), a questão ainda depende de discussão entre as entidades envolvidas para que se tente chegar a um acordo. “Depois que a primeira audiência foi desmarcada por falta de discussão sobre o assunto, houve um encontro entre as entidades, quando cada uma apresentou seu levantamento sobre o tema e fez uma análise da situação, disse Márcia.

Hamilton Pavam Márcia Caldas, do Sincomércio, sobre ampliar horário de atendimento de lojas
"Ficamos de voltar a conversar e é neste ponto que estamos. O Sincomerciários continua contra esta mudança. Sabemos que novos empregos não vão ser gerados. Além disso, há uma série de dificuldades que precisam ser levadas em consideração. A principal é ligada ao fato de que a maioria dos comerciários de Rio Preto é mulher. Daí surge a questão das creches para atender estas mulheres, da segurança para sair do trabalho à noite e do transporte. Não vemos nenhum benefício nesta mudança, pois nada agregará para o trabalhador", disse a presidente.

Outro assunto abordado pelo presidente da Fecomerciários foi a necessidade de criar o hábito do pagamento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) pelo comércio. "Estamos citando como exemplo as indústrias, pois mais de 80% delas pagam a PLR. No comércio não passa de 15% e este número está diretamente ligado aos grupos e marcas maiores. Queremos provocar esta discussão, mostrar para eles que é algo bom tanto para o empregado quanto para o empregador", afirma. Motta anunciou que as primeiras conversas sobre o reajuste salarial já aconteceram e que uma primeira assembleia está marcada para o próximo dia 12 para tratar da pauta em nível estadual antes que passe para a discussão local.

Redução de jornada

Motta lembrou que a federação continua em busca da redução da jornada de trabalho para o comerciário, que hoje está fechada em oito horas diárias ou 44 horas semanais, graças à regulamentação da profissão feita em março. "É um projeto antigo das centrais sindicais. Queremos reduzir de 44 horas semanais para 40 horas semanais. Achamos que com isso vamos gerar mais empregos e ainda dará ao comerciário mais tempo, permitindo que ele possa estudar, se qualificar e ter mais tempo de qualidade com a sua família.

Com isso, ele vai trabalhar mais motivado e terá melhor rendimento".E a própria regulamentação da profissão de comerciário também foi pauta durante a visita do presidente, que exaltou a decisão por sua importância para valorizar mais a categoria.

Hamilton Pavam Fabiana Gil, gerente de loja: “Tudo está indo bem”

Um aprova e o outro dá sugestão

O Diário ouviu alguns comerciários do centro de Rio Preto durante a passagem do presidente da Fecomerciários e as impressões sobre o trabalho são diversas. “Não tenho questionamentos, está tudo indo bem”, afirma Fabiana Gil, gerente de uma loja de calçados.
Já para o o vendedor Wellington José Zampieri, ainda há necessidade de melhoria em alguns pontos. “É preciso que haja uma atenção melhor na autorização de datas e horários de abertura. Também é importante mais foco na recolocação do trabalhador no mercado e na oferta de benefícios para a qualificação”, sugere.








 Hamilton Pavam Zampiere: “Qualificação é muito importante”

Ação para repor FGTS

Em sua passagem pelas lojas do calçadão, Luiz Carlos Motta, presidente da Fecomerciários, anunciou que a Federação, em parceria com seus Sindicatos e o departamento jurídico, vai entrar com uma ação coletiva pela reposição das perdas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). As perdas se referem ao período de 1999 a 2003 e constatam prejuízos de até 88,39%, índice que deixou de ser aplicado no fundo do FGTS destes trabalhadores.

Esta porcentagem, em dinheiro, gira em torno de R$ 313 bilhões. Segundo a Federação, o uso da Taxa de Referência (TR) foi a causa desta defasagem.Além disso, eles pedem que haja uma correção do Fundo contando com juros de 3% ao ano. A ação conjunta já foi protocolada na Justiça Federal reivindicando o cumprimento da Lei 8.036/90 a fim de que os trabalhadores sejam ressarcidos com atualização monetária e juros.

Nos próximos dias o Sindicato de Rio Preto irá até os comerciários para explicar sobre a ação. “O sindicato fará uma divulgação sobre o assunto, porque o trabalhador terá que procurar o sindicato para assinar e poder fazer a adesão”, explica Márcia, presidente do Sincomerciários de Rio Preto. "Estamos chamando os comerciários para aderirem à ação. É uma atitude que temos que tomar para tentar recuperar este dinheiro para os trabalhadores", disse Motta.

   

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