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20/10/2015 - 15h08min

Rio

EPE vê apetite de investidores por leilão A-5 como bom indicador em meio à crise

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Após anunciar para 2016 o maior leilão de energia do mundo em termos de interessados, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, afirmou que o apetite dos investidores é um bom indicador neste período de crise na economia. Para ele, o modelo do setor energético traz tranquilidade para o investidor, pois é sustentado em contratos de longo prazo e com garantias de receitas. O leilão A-5, previsto para 2016, teve 1.055 empreendimentos cadastrados, com capacidade instalada de 47.618 megawatts (MW). Trata-se de praticamente um terço de toda a capacidade de geração existente hoje no País. Isso não quer dizer que todos os projetos serão habilitados para ir a leilão, mas a cifra foi bem recebida pela EPE. "É sem dúvida o maior leilão do mundo em termos de interessados em participar, o que é um indicador importante num período de crise. Ter um setor que tem quase 50 mil MW de projetos inscritos, e que custa caro fazer o projeto, é um fato a ser notado. Nesse momento, tem investidor que gasta dinheiro fazendo projeto e está gastando porque ele acha que vale a pena", afirmou Tolmasquim. "O modelo do setor energético traz tranquilidade para o investidor, porque o vencedor tem um contrato de longo prazo que dá receita garantida. Mesmo que a economia caia mais, ele continua ganhando a receita", destacou o presidente da EPE. Além disso, o contrato serve como garantia para levantar recursos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e o preço máximo estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve se ajustar às condições conjunturais (como câmbio e financiamento), o que torna o investimento ainda mais seguro, apontou Tolmasquim. Fontes A energia eólica é o destaque do leilão A-5, segundo os dados da EPE. Foram inscritos 864 projetos que têm essa fonte de energia, o equivalente a 81,9% do total. Em termos de capacidade instalada, são 21.232 MW (44,6% do total). A segunda maior fonte são as termelétricas a gás natural, com 36 projetos e 18.741 MW (39,35% da capacidade instalada total). Há ainda 63 projetos para termelétricas a biomassa (3.019 MW), sete termelétricas a carvão (3.056 MW), 78 pequenas centrais hidrelétricas (PCHs, com 1.019 MW), seis hidrelétricas (529 MW) e uma termelétrica a biogás (21 MW). Mercado spot Tolmasquim afirmou ainda que o valor da energia no mercado spot tende a cair ainda mais e pode ficar abaixo de R$ 100, situação considerada "normal", caso haja um "bom verão" em termos de precipitações. Além disso, chuvas em novembro e dezembro podem favorecer o desligamento de mais usinas térmicas, que geram energia mais cara. "O PLD (Preço de Liquidação das Diferenças) já caiu, está em torno de R$ 200, e a tendência é cair mais, porque está entrando muita oferta e provavelmente a hidrologia vai se recuperar", disse Tolmasquim, após participar do XVI Congresso Brasileiro de Energia. "Tem certa volatilidade, mas voltaremos à situação normal, abaixo de R$ 100, se houver um bom verão", acrescentou. As chuvas dos próximos dois meses, segundo o presidente da EPE, devem ainda abrir a possibilidade de desligamento de usinas térmicas, o que teria repercussão positiva para os consumidores diante da chance de a bandeira tarifária (hoje, vermelha, a mais cara) sofrer alteração e trazer alívio ao bolso das famílias. Até agora, cerca de 2 mil megawatts em térmicas já foram desativados. "Se tiver novembro e dezembro com chuvas, já pode começar a pensar em desligar algumas térmicas, o que afetaria a bandeira. Tem que aguardar para ver, mas se vier início de verão chuvoso, a gente pode já pensar nisso, seria bom para o consumidor", afirmou Tolmasquim. "Depende de como vai ser novembro e dezembro. Se forem bastante chuvosos, quem sabe pode ser estudada ainda para este ano. Não está descartada essa possibilidade", adicionou.

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