Diário da Região

26/10/2003 - 07h13min

Piscicultura II

Empresa de RP põe 30 toneladas no mercado

Piscicultura II

Carlos Chimba Funcionário recolhe matriz de pacu num tanque
Funcionário recolhe matriz de pacu num tanque
A criação de alevinos e peixe gordo para comercialização é a principal atividade da Estância 3R, em Rio Preto. Com volume de 2,5 milhões de alevinos por ano e 30 toneladas de peixes prontos para o consumo, a empresa envia para todo o Brasil a sua produção. São nove anos de trabalho e dedicação à piscicultura profissional com atividades de reprodução, cria e engorda de peixes. Pacu, tambacu, piauçu, corimba, matrinxan, carpa, pintado e tilápia. ?Os principais peixes para comercialização são tilápia e pacu. Fornecemos para supermercados, peixarias e comércio em geral?, diz o gerente da Estância 3R, Aidar Ismael. Em 42 tanques e laboratório que realiza todas as etapas de fecundação, desova e crescimento de peixes, processos que mesclam tecnologia, mas também tratos artesanais dos trabalhadores que lidam com os peixes. Cada alevino custa R$ 0,15. O peixe gordo custa R$ 2,50 para o atacado. O custo de produção é de R$ 1,40. Para chegar no ponto de venda para o consumo é necessário que o peixe chegue a 1,5 quilo de peso, o que demanda um ano e meio nos tanques.

A produção de alevinos destina-se ao mercado aos pesqueiros, mas a Estância 3R quer focar a engorda de peixes para atender o mercado consumidor. ?Vários projetos de frigoríficos para processamento de tilápias estão sendo planejados. O potencial é enorme?, diz. De acordo com o especialista, faltam fornecedores de carne de peixes para o mercado interno. O mercado consumidor paulista é abastecido por empresas do Paraná devido à falta de criadores no Estado. Até o ano passado, a piscicultura presenciou explosão de interessados em investir na atividade, mas o aumento da ração, com componentes à base de milho e soja, por exemplo, desestimulou os investimento, agravado pelo preço da carne de peixe que não acompanhou o mesmo movimento de alta. Mas atualmente, o setor apresenta oportunidade de negócio. Ismael diz que a atividade pode ser fonte alternativa de renda para o pequeno produtor. ?Se a propriedade tiver uma área com água pode ser desenvolvida normalmente?, afirma.

Atividade rende R$ 4,6 bilhões

A queda na produtividade dos rios será compensada pelos programas de investimento no setor, o que permitirá que a produção nacional de 1 milhão de toneladas por ano cresça para 5 milhões de toneladas até 2006, com a geração de renda de R$ 4,6 bilhões para os empreendedores. ?A geração de renda para as comunidades será enorme?, afirma o diretor do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento da Agência Paulista de Tecnologia e dos Agronegócios (Apta), Luiz Marques da Silva Ayrosa. No Estado de São Paulo, a produção de peixe por meio da pesca continental é estimada entre 15 mil a 18 mil toneladas nesta safra de 2003/04, sendo que 80% da produção é destinada aos pesque-pague e o restante para rede de supermercados, peixarias e atacadistas. No longo prazo, em cerca de cinco anos, a intenção é chegar a 50 mil a 70 mil toneladas de produção.

Fundo financia projetos

O Fundo Expansão da Agropecuária e da Pesca (Feap) e o Banco de Desenvolvimento Social (BNDES) financiam projetos para a exploração da piscicultura. O Feap é uma linha de crédito do governo do Estado de São Paulo específica para os interessados em se dedicar à criação de peixes em tanques-rede. A finalidade é aproveitar o potencial dos rios que passam pelo Estado para proporcionar renda ao produtor rural, evitando a saída da população do campo para os centros urbanos. Podem se beneficiar desta linha de crédito os produtores rurais e pescadores artesanais com a aquisição de itens com teto de financiamento de R$ 26 mil. Os tanques-rede, na quantidade de 17 unidades, possuem verba de R$ 10,2 mil, barcos e acessórios o valor é de R$ 2,4 mil. A compra de alevinos, para o primeiro povoamento, o beneficiários poderá pleitear a quantia de R$ 1.620. O prazo de financiamento é de até cinco anos, com 18 meses de carência, com juros de 4% ao ano. O pagamento pode ser feito em duas parcelas anuais e, a partir do terceiro ano, em três parcelas a cada 12 meses.

A linha exige a garantia real

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