Diário da Região

05/12/2009 - 00h05min

Comércio exterior

Em 10 meses, Rio Preto exporta R$ 57,6 mi

Comércio exterior

Edvaldo Santos Sarout: empresa não deve deixar de exportar por causa do câmbio
Sarout: empresa não deve deixar de exportar por causa do câmbio

O comércio exterior de Rio Preto entre janeiro e outubro deste ano acumula um saldo positivo de US$ 10,4 milhões (cerca de R$ 18 milhões, ao câmbio comercial de ontem), bem diferente do que registrou no mesmo período de 2008, quando o saldo estava negativo em US$ 1,1 milhão.


A constatação é da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Entre janeiro e outubro deste ano, as exportações a partir do município somaram US$ 33,4 milhões (cerca de R$ 57,6 milhões) e a importações US$ 22, 9 milhões (R$ 39,6 milhões). No mesmo período de 2008, as exportações alcançaram US$ 31,9 milhões e as importações, US$ 33,1 milhões.


O faturamento no exterior neste ano demonstra altos e baixos. O melhor resultado do período ocorreu ainda em janeiro, recuou nos meses seguintes e voltou a crescer entre maio e junho, para depois reduzir novamente as vendas ao exterior. Já as importações demonstram uma curva crescente de gastos no exterior durante todo o segundo semestre do ano.


A pauta de exportações rio-pretenses é dominada por produtos de consumo duráveis e não duráveis. Esses produtos representaram US$ 22,1 milhões do faturamento do município nos 10 primeiros meses do ano, praticamente dois terços do total. Em segundo lugar, ficaram os bens intermediários (US$ 10,1 milhões), seguindo-se bens de capital (US$ 1,1 milhão). Os alimentos são os produtos que detém maior participação nas exportações, com destaque para miudezas comestíveis congeladas de bovinos. O maior consumidor dos produtos de Rio Preto este ano está sendo Hong Kong, que comprou US$ 14,0 milhões em produtos.


Exportadores em apuros


O empresário rio-pretense, que havia sentido uma retração nas exportações em função da redução da demanda mundial gerada pela crise financeira no ano passado, agora tem sentido na pele os efeitos do câmbio, com a valorização do Real frente ao dólar desde maio deste ano. Traders (profissionais especializados em comércio exterior e negócios internacionais) de Rio Preto explicam que, além da redução de lucro ou prejuízos no cumprimento de contratos, muitos estão perdendo mercados porque tiveram de suspender suas exportações.


De acordo com despachante aduaneiro Márcio Marcassa Júnior, diretor de comércio exterior da Associação Comercial e Industrial de Rio Preto (Acirp), o empresário está bastante atento e buscando novos mercados como Gana, Tunísia, Emirados, África do Sul e Egito, ao invés de mercados já tradicionais. “Para driblar os problemas com o câmbio, ele tem procurado novos mercados, diminuído a margem de lucro e outros mecanismos disponíveis no mercado”, afirmou.


O trader Tarek Sarout afirmou que a queda do dólar afugenta os empresários, que passam a cobiçar o mercado interno. “Só que a empresa não deve deixar de exportar por causa do câmbio porquem corre o risco depois de querer voltar e ter perdido o espaço”, afirmou. A despachante aduaneira Yvanna Garcia acredita que o aumento no volume exportado em Rio Preto deve-se ao fato de alguma empresa ter entrado no mercado ou aumentado sua participação. “De uma maneira geral, as empresas não estão aumentando o volume exportado”, disse.


Já o despachante Paulo Narcizo Rodrigues garante que o ritmo das exportações tem aumentado a cada dia, apesar da desaceleração em alguns meses ser reflexo da crise econômica mundial. “Os empresários estão mais antenados, buscando novos mercados. Eles acordam para a exportação”, disse.


Empresas planejam ampliar exportações


Apesar da desvalorização do dólar frente ao Real, empresários da região de Rio Preto estão otimistas após amargar uma queda nas exportações gerada a partir de uma retração do mercado internacional com a crise e já planejam aumentar as exportações no próximo. Eles querem ganhar mercado novos mercados e voltar a ter lucro com as exportações, já que acreditam que a situação é passageira e que moeda norte-americana deve voltar a subir. Ontem, o dólar comercial fechou cotado a R$ 1,725.


A Móveis Bechara, de Tanabi, exporta hoje 30% de sua produção para 20 países, com foco na África. De acordo com o diretor Jorgito Bechara a empresa partiu para o mercado internacional já há 10 anos, com aumento no volume exportado nos últimos quatro anos. A expectativa é aumentar o volume exportado em 2010, uma vez que as exportações foram afetadas com a crise internacional. O câmbio, segundo Bechara, não afeta as vendas, uma vez que a empresa não tem contratos futuros. “Nossas vendas são feitas a curto prazo e para evitar prejuízos travamos o câmbio”, disse.


A Pro Suco, empresa de Bebedouro, exporta hoje apenas 0,5% de sua produção de refrescos e isotônicos principalmente para o continente africano, mas a meta da empresa, de acordo com o representante de vendas André Luiz Medeiros, é dobrar esse volume no próximo ano. “O mercado está aberto e em expansão para o setor de alimentos e essa questão cambial é passageira”, afirmou.


Para aumentar o volume exportado, a empresa está em negociação com os Estados Unidos. “Estamos buscando conhecimento e divulgando nossa marca para clientes em potencial e trocando informações com os representantes de algumas tradings”, disse. A Germai Móveis, de Jaci, exporta já há seis anos para 20 países e tem como meta ampliar o volume exportado que hoje varia de 3% a 5% para entre 10% e 20%. De acordo com o diretor José Roberto Bastos Gerônimo, a capacidade de produção hoje é maior do que a absorvida pelo mercado interno. “Vimos o mercado externo como um segundo consumidor e não como o comprador da produção excedente”, disse.


A idéia do empresário, que também aposta em uma recuperação do dólar, é conseguir aumentar as exportações em 2010 e quando o câmbio voltar a subir, ter recebimentos externos em quantidade e receber duas vezes. “Quem fizer um bom trabalho em 2010, vai colher bons frutos em 2011 porque, se você consegue fazer negócios com esse câmbio, vai lucrar depois”, disse.


A SRZ, empresa de Rio Preto que exporta 98% de sua produção de subprodutos bovinos, suínos e carnes principalmente para a Ásia, Europa e alguns países da América, também está em busca de novos mercados para dobrar em 2010 seu volume exportado. “Não dependemos de capital de bancos e é essa a nossa receita para atingir os objetivos”, disse o diretor Sebastião Donizete Pereira.

   

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