X
X

Diário da Região

14/10/2015 - 16h35min

São Paulo

Economista do Itaú vê incapacidade política de aprovar medidas fiscais

São Paulo

O economista-chefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, destacou nesta quarta-feira, 14, que "há incapacidade política de aprovar medidas fiscais necessárias", devido ao nível de fragmentação que existe no Congresso. "A volta da confiança na economia precisa do ajuste fiscal. E o fiscal necessita do apoio político", ressaltou. "Mas se ficar claro que o problema fiscal começa a se resolver, o investimento para de cair. (O investimento) que está em queda há nove trimestres." A retração da Formação Bruta de Capital Fixo é um dos fatores que levam a economia à atual recessão, destacou Goldfajn. Para ele, o recuo do nível de atividade deve levar a uma queda do Produto Interno Bruto (PIB) de 3% em 2015 e de 1,5% no ano que vem. O economista estima que neste ano e no próximo o governo vai registrar déficit primário, o que significa que a meta fiscal de 0,7% do PIB para 2016 não será alcançada. Ele projeta que o indicador deve atingir um resultado negativo de 0,3% do PIB em 2015 e de 0,7% do produto interno bruto no ano que vem. De acordo com Goldfajn, em 2015 e no próximo ano a economia será marcada por uma inflação alta, atividade baixa e câmbio depreciado. Ele projeta que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 9,7% neste ano e 6,5% em 2016. Em relação ao dólar, ele prevê a cotação de R$ 4,00 para dezembro e de R$ 4,25 para o encerramento no próximo ano. "Há em curso um processo de ajuste de contas externas. Com o dólar a R$ 4,00, o déficit de contas correntes deve chegar a zero em dois ou três anos", destacou. O economista-chefe do Itaú afirmou também que a taxa de desemprego deve atingir 8,6% neste ano e subir para 10,2% no próximo. Contudo, ele ressaltou que a melhora na área fiscal será positivo para a recuperação das expectativas na economia, o que poderá conter a trajetória de retração dos investimentos e gerar efeitos positivos para atenuar a retração do nível de atividade. Reservas internacionais Goldfajn disse ainda que o volume de reservas internacionais, próximo a US$ 374 bilhões, é uma grande proteção para o País. "Agora não é o momento de vender reservas. Elas só se usam para conter corridas, pânicos e movimentos completamente excepcionais", destacou. Na avaliação de Goldfajn, como a economia tem graves dificuldades de contas públicas, caso o Banco Central aumentasse a taxa Selic no momento isso não resolveria. "O BC subir os juros agora não ajuda a resolver o problema na área macro, que precisa de ajuste fiscal", comentou. "Essa questão é muito importante. Para não perder o grau de investimento, basta ter um primário positivo em 2016", disse.

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso