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Diário da Região

04/03/2015 - 14h30min

São Paulo

Deterioração política pressiona juros futuros em dia de Copom

São Paulo


O noticiário político dominou os negócios nos mercados nesta quarta-feira, 4, e fez com que os juros deixassem de lado o resultado da produção industrial de janeiro, operando em alta durante toda a sessão. A valorização do dólar pelos mesmos motivos também contribuiu para pressionar as taxas, em dia de expectativa pelo resultado do encontro do Copom.

Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o DI com vencimento em abril de 2015 (308.100 contratos) estava em 12,597%, de 12,534% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2016 (216.090 contratos) apontava 13,21%, ante 13,11% ontem. O DI para janeiro de 2017 (327.150 contratos) mostrava 13,02%, de 12,87% no ajuste anterior. E o DI para janeiro de 2021 (128.575 contratos) indicava 12,53%, ante 12,43% na véspera.

Nesta tarde, o ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência da República, Pepe Vargas, minimizou qualquer possibilidade de crise entre governo e Congresso depois que o presidente do Senado, Renan Calheiros, devolveu a MP 669, que reduz o benefício fiscal da desoneração da folha de pagamentos.

Segundo Vargas, o governo não tem intenções de ver o Congresso fragilizado. "Muito antes pelo contrário. Quem está em um governo, o que mais quer é estabilidade. Instituições democráticas estáveis são o objetivo de qualquer governo. E obviamente que o nosso governo tem o maior interesse possível de que a Câmara e o Senado tenham estabilidade política. Não temos interesse algum na fragilização da Câmara e do Senado", comentou o ministro depois de participar de duas reuniões no Palácio do Planalto com os líderes da base aliada na Câmara e no Senado.

Ele se referia à lista do procurador-geral, Rodrigo Janot, encaminhada ao STF, com o nome de parlamentares envolvidos nas irregularidades investigadas pela Operação Lava Jato. Segundo Vargas, Calheiros devolveu a MP por entender que aumento de impostos deve ser feito por projeto de lei e não por medida provisória. Mesmo com Calheiros indo contra o ajuste fiscal do governo, ao dificultar e atrasar a sua aprovação pelo Congresso, o ministro da SRI negou que o governo considere o senador um adversário.

Apesar do discurso oficial, Calheiros quis passar um recado ao governo por não ver seus interesses atendidos. Ele ainda teria dado 'canseira' na presidente ao não atender seus telefonemas na noite de ontem. O político só falou com ela após a presidente já ter feito duas tentativas: na terceira, ela ligou para um líder próximo ao senador que lhe passou o telefone.

Vale lembrar que o nome do presidente do Senado estaria na lista de Janot, segundo fontes. O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou, em sua delação premiada, que Calheiros recebeu propina em contratos da Diretoria de Abastecimento e que, na prática, os pagamentos ao peemedebista "furaram" o teto de 3% estabelecido como limite dos repasses a políticos no esquema de cartel e corrupção investigado pela Operação Lava Jato.

O governo continua reafirmando que conseguirá atingir o superávit primário de 1,2% do PIB - Pepe Vargas disse isso e também o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, durante almoço em São Paulo. Apesar disso, o mercado segue descrente e tratou de se posicionar em dólar, que subiu 2,06%, a R$ 2,9790, maior preço desde 19/8/2004 (R$ 2,9880).

Com essa turbulência política, o mercado não deu importância para os dados da produção industrial de janeiro, enquanto também esperava pelo encontro do Copom, na noite de hoje. Segundo o IBGE, a produção industrial subiu 2,0% em janeiro ante dezembro, na série com ajuste sazonal, resultado dentro das expectativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que iam de queda de 0,60% a crescimento de 3,60%, e acima da mediana estimada, positiva em 1,30%. Em relação a janeiro de 2014, a produção da indústria brasileira caiu 5,2%. Nesta comparação, as estimativas iam de retração de 2,70% a 6,80%, com mediana negativa de 5,00%. Em 12 meses até janeiro, a produção industrial nacional acumula queda de 3,5%.

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