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Diário da Região

10/03/2015 - 05h33min

São Paulo

Dólar fecha em R$ 3,123 e analistas reveem previsões para inflação, PIB e juros

São Paulo


A forte alta do dólar ante o real já tem provocado alteração nas previsões para o crescimento econômico, taxa de juros e inflação. Na segunda-feira, 9, a moeda americana avançou 2,39% e encerrou a sessão cotada a R$ 3,123, nível mais alto desde 28 de junho de 2004.

Em 2015, o dólar já acumula uma alta de 17,63%. A aceleração da moeda americana tem sido mais forte do que os analistas esperavam e pode ser explicada pelas incertezas econômicas e políticas do atual cenário. Os especialistas têm tido dificuldade de prever qual será o caminho do dólar: há quatro semanas, a taxa de câmbio esperada pelos analistas consultados pelo Boletim Focus, do Banco Central, para o fim de 2015 era de R$ 2,80; no relatório divulgado ontem, a estimativa passou a R$ 2,95 para o mesmo período.

O avanço da moeda americana provoca uma piora das previsões para a inflação, o que induz a esperar um aperto monetário um pouco mais intenso promovido pelo Banco Central, com impactos diretos sobre o Produto Interno Bruto (PIB).

O economista Felipe Salles, do Itaú Unibanco, avalia que a variação cambial é um dos fatores que estimularam a instituição a revisar o cenário macroeconômico para 2015. Os novos números devem ser divulgados até sexta-feira, 13. Desde o início de fevereiro, o banco estimava que, neste ano, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiria 7,4%, o PIB cairia 0,5% e o dólar atingiria R$ 2,90 em dezembro. Agora, Salles aponta que esses indicadores devem ter mudanças: a inflação deve subir, com uma retração maior da economia e um novo nível para a cotação da moeda americana ante a brasileira para o fim do ano.

Nas contas da consultoria GO Associados, uma alta de 15% na cotação do dólar resulta num impacto em 12 meses de 0,95 ponto porcentual no IPCA. "Se o câmbio continuar se depreciando, esse impacto na inflação vai ser maior. Ele tende a surgir lá na frente, em 2016, mas com efeitos s consideráveis na inflação deste ano", afirma Alexandre Andrade, economista da GO Associados. A consultoria trabalha com uma projeção para o câmbio de R$ 2,80 e de 7,8% para o IPCA, mas, segundo Andrade, "se o dólar continuar subindo, a projeção para inflação pode subir também."

O IPCA está bastante pressionado este ano por causa da recomposição dos preços administrados (combustível, energia elétrica e tarifas de transporte público). O avanço do dólar - se mantido - pode impactar os preços livres. A alta nos preços desse grupo pode ser atenuada dependendo do tamanho da contração da economia brasileira em 2015.

"A tendência é que a taxa de câmbio, depreciando como está, impedirá que a taxa de inflação de preços livres caia muito, o que seria algo a se esperar no caso de uma recessão como teremos este ano", afirma Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados. A consultoria estima um IPCA de 8% para 2015.

Juros

O choque de câmbio é um elemento que leva especialistas a avaliar que o BC provavelmente vai ampliar a magnitude do ciclo de alta de juros iniciado em outubro. Na reunião realizada na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa básica de juro (Selic) em 0,5 ponto porcentual, para 12,75% ao ano.

A equipe econômica tem sinalizado que deve intervir menos na cotação do câmbio. O BC mantém o programa de "ração diária" - oferta feita por meio de leilões de swap cambial, instrumentos que equivalem à venda futura de dólar -, mas decidiu diminuir o tamanho do programa desde do início de 2015.

A economista-chefe da ARX Investimentos, Solange Srour, aguarda a divulgação da ata da reunião do Copom na quinta-feira, mas acredita que há boas chances de que sua previsão de alta da taxa básica de juros (Selic) de 13% para este ano subirá para 13,5%. "É preciso verificar como o Banco Central vai atuar em relação à variação do câmbio. Caso a taxa alcance um patamar entre R$ 3,20 e R$ 3,30, é viável esperar que a Selic suba para 14%", disse Solange. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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