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Diário da Região

27/03/2016 - 00h00min

FINANÇAS PESSOAIS

Crise estica prestações para até 72 meses

FINANÇAS PESSOAIS

Sergio Isso/ Arquivo Compra de veículos tem apresentado condições mais favoráveis nos últimos meses
Compra de veículos tem apresentado condições mais favoráveis nos últimos meses

Diante da queda nas vendas do comércio, os prazos médios de financiamento para compra veículos e outros bens duráveis voltaram a ser alongados em fevereiro, retomando os níveis de um ano atrás. Ao esticar prazos, lojas, bancos e financeiras tentam driblar a crise e “encaixar” a prestação na renda do brasileiro, que anda cada vez mais ameaçada pelo aumento da inflação e do desemprego.

Depois de quase 12 meses estacionado, o aumento de prazo de pagamento apareceu pela primeira vez nos resultados na pesquisa de fevereiro sobre as condições de crédito, da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Contabilidade e Administração (Anefac). O prazo médio para compra de veículos, que ficou na faixa 36 meses ou três anos entre março do ano passado e janeiro deste ano, subiu para 40 vezes no mês passado. É uma volta para o mesmo nível de um ano atrás.

Movimento semelhante ocorreu nos prazos para a venda de outros bens, entre os quais estão móveis e eletroeletrônicos. O prazo médio para compra desses itens, que girou em torno de 9 meses no último ano, foi esticado para 12 meses em fevereiro deste ano, o mesmo patamar de fevereiro de 2015.

“Com a crise, num primeiro momento, os bancos colocaram o pé no freio nos prazos. Agora, com a queda nas vendas, eles voltaram a esticar”, diz o diretor da Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira. A intenção em alongar prazo é tornar a prestação mais “acessível” ao bolso do consumidor e estacar a queda nas vendas, explica.

Em 12 meses até janeiro, o último dado disponível, o volume de vendas do comércio varejista ampliado – que inclui veículos e materiais de construção – caiu 5,2%, aponta o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nessa base de comparação, as maiores retrações ocorreram em itens de maior valor, que normalmente são financiados: veículos (-18%) e móveis e eletrodomésticos (-15,9%).

A montadora japonesa Nissan, por exemplo, intensificou recentemente o anúncio do plano em até 72 vezes ou seis anos, com entrada de 30% do valor do veículo. Segundo a montadora, por causa da crise, está se buscando cada vez mais condições para tornar a prestação mais acessível.

 

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