Diário da Região

12/03/2009 - 03h10min

Taxa

Copom faz o maior corte na Selic desde 2003

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Arquivo Diretores do Banco Central reduzem os juros básicos em 1,5 ponto percentual
Diretores do Banco Central reduzem os juros básicos em 1,5 ponto percentual
O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu ontem reduzir a taxa Selic em 1,5 ponto percentual, para 11,25% ao ano, sem viés, por unanimidade. A notícia foi bem recebida por lideranças e economistas de Rio Preto. Agora, o que esperam é que se chegue a uma taxa de um dígito, em torno de 8%, o mais rápido possível. ?Avaliando o cenário ma-croeconômico, o Copom decidiu neste momento reduzir a taxa Selic para 11,25% ao ano, sem viés, por unanimidade. O Comitê acompanhará a evolução da trajetória prospectiva para a inflação até a sua próxima reunião, levando em conta a magnitude e a rapidez do ajuste da taxa básica de juros já implementado e seus efeitos cumulativos, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária?, diz o comunicado divulgado após a reunião. É primeira queda dessa magnitude desde 19 de novembro de 2003, quando a Selic caiu de 19% para 17,5% ao ano. Com a redução, a Selic retoma o piso histórico de 11,25% que vigorou do período de 5 de setembro de 2007 a 16 de abril de 2008.

A ata desta reunião será divulgada no dia 19 de março. A próxima reunião do Copom será em 28 e 29 de abril. Para o diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) de Rio Preto, Luiz Fernando Lucas, mesmo que tenha sido tarde, a redução mostra que o governo acordou para a necessidade de uma redução mais drástica dos juros. ?A notícia sobre a retração do Produto Interno Bruto (PIB) serviu para acordar o Copom.? Segundo o presidente da Associação Comercial e Industrial de Rio Preto (Acirp), Mauricio Bellodi, a queda é um bom sinal e mostra que o governo está disposto a fazer uma redução dos juros em velocidade maior, já que os indicadores mais recentes apontam para a desaceleração da economia. ?Precisamos chegar a uma taxa de um dígito, de pelo menos 8%, para que haja uma resposta significativa da indústria e comércio, setores bastante afetados pela crise?, disse.

De acordo com o economista Joelson Gonçalves de Carvalho, o Brasil, dentre os países emergentes, é o que tem maior margem de manobra para enfrentar a crise, já que tem a maior taxa de juros real do mundo. ?O corte de 1,5 ponto é expressivo diante do comportamento conservador do Copom, mas não da necessidade de estímulo da produção e do consumo no mercado interno.? Para ele, a tendência é de que a crise se mantenha ao longo do ano e que o Copom continue a reduzir os juros, em proporções menores do que 1,5 ponto. Segundo o economista Hipólito Martins Filho, a redução era o mínimo que podia ser feita e é uma decisão razoável, já que houve queda do Produto Interno Bruto (PIB) no último trimestre de 2008, além de existir uma demanda de consumoreprimida e da inflação estar sob controle. ?Ou o governo pratica uma taxa de juros decente dentro do contexto mundial, se adapta, ou está fora do jogo, porque não conseguirá ter competitividade.? A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), lamentou ontem a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em 1,5 ponto porcentual. Numa rápida entrevista por telefone, de São Paulo, onde se reuniu na tarde de ontem com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a senadora comentou a decisão do Copom, que fixou a taxa Selic em 11,25% ao ano.

Juros reais
Nem mesmo o corte de 1,5 ponto percentual na Selic foi capaz de tirar o Brasil da liderança do ranking dos países com maiores juros reais. De acordo com os cálculos da UPTrend Consultoria Econômica, com o resultado de ontem do Copom, a taxa real brasileira é de 6,5% ao ano, levando-se em conta uma inflação projetada de 4,5% para 2009. O segundo lugar no ranking é ocupado pela a Hungria, com taxa real de 6,2%; seguida pela Argentina e China, ambas com 4,3%, e na quinta colocação a Turquia (3,5%). A média do juro de 40 países incluídos nesse ranking é de 0,1% ao ano, ou seja, uma taxa muito próxima de zero. Exatamente a metade dos países que compõem esse ranking tem jur

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