X
X

Diário da Região

22/04/2015 - 19h47min

Brasília

Copel contesta valor de punição analisada pela Aneel

Brasília

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) contestou o valor potencial de uma punição que pode ser aplicada contra a empresa pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Reportagem publicada pelo jornal "O Estado de S. Paulo" no domingo revelou que a empresa apresentou um pedido de perdão para a agência, solicitando que a conclusão das obras da hidrelétrica de Colíder, em construção no Mato Grosso, seja adiada em 644 dias. A área técnica da agência, no entanto, só reconheceu 214 dias de atraso, ou seja, a empresa foi considerada responsável pelos demais 430 dias de adiamento. Como apontado pela reportagem, essa decisão técnica ainda passará pelo crivo da diretoria colegiada da agência. O potencial estimado de custos para cumprir os compromissos financeiros assumidos pela empresa foi estimado em até R$ 720 milhões pela reportagem, levando-se em conta os 430 dias de atraso, o preço teto do mercado livre de energia (R$ 388,48 o megawatt-hora) e a energia firme de Colíder, de 179,6 megawatts médios. A Copel alegou, no entanto, que os compromissos assumidos pela empresa com as distribuidoras do mercado regulado de energia chegou a 125 megawatts médios. A partir desse valor, o potencial da punição, se for confirmada pela diretoria da Aneel, poderia chegar a R$ 501 milhões, levando-se em conta o mesmo preço teto aplicado no mercado livre de energia e o montante de 430 dias de atrasos. Por meio de nota, a Copel voltou a dizer que "aguarda decisão da diretoria colegiada da Aneel a respeito do pedido de excludente de responsabilidade no atraso das obras da Usina Hidrelétrica Colíder", informação já publicada pelo jornal. "Não obstante, tanto o valor estimado para uma suposta multa quanto sua própria caracterização como 'multa' ou 'dívida' estão equivocados", informou a empresa. Segundo a Copel, o cálculo deve considerar ainda a possibilidade de redução no prazo para entrada em operação da usina nesse cálculo. "Reafirmamos, ainda, que a Copel tem plenas condições de honrar os contratos de venda de energia firmados por ocasião do leilão da Usina Colíder com a parcela de energia descontratada de outras usinas do parque gerador da companhia", declarou. A Copel destaca que o valor final da eventual punição seria ainda menor, por conta da receita que a empresa tem a receber dos contratos firmados com as distribuidoras, quando vendeu energia ao preço de R$ 137,53 o megawatt-hora, se considerado o valor desses contratos já corrigido pelo IPCA. A receita estimada a partir desses contratos, durante os 430 dias de atraso não reconhecidos pela área técnica da Aneel, chegaria a R$ 137,53 milhões.

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso