Diário da Região

01/07/2016 - 14h03min

São Paulo

Contrabando é pior opção econômica e problema de segurança pública, diz Serra

São Paulo

O ministro das Relações Exteriores (MRE), José Serra, afirmou nesta sexta-feira, 1, em discurso no encerramento do "Fóruns Estadão - Combate ao Contrabando", evento organizado pelo Grupo Estado em parceria com o Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO) e Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), que o contrabando é a pior opção econômica possível e é problema de segurança pública. "O contrabando tem o viés de ser um problema macroeconômico, que afeta a geração de empregos, a arrecadação de impostos e todos os negócios que funcionam regularmente, e é um problema grande de segurança pública, já que os contrabandistas operam no âmbito de grandes organizações criminosas internacionais", disse. Nesse sentido, o chanceler informou que o governo atual está com uma nova política de fronteira. "A cooperação de outros países é indispensável, porque o Brasil tem uma fronteira terrestre de 16,8 mil quilômetros, quase cinco, seis vezes a fronteira entre Estados Unidos e México. E lá tem 20 mil homens atuando e aqui a escassez de pessoal da Polícia Federal é total", afirmou. Serra informou que foi criado um Comitê Executivo de Coordenação e Controle de Fronteiras, integrado pelos ministérios de Defesa, Justiça e Cidadania e Relações Exteriores, com apoio da PF, Receita Federal, Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e Forças Armadas. "Acertamos já os primeiros procedimentos no assunto. Ontem, houve a primeira reunião da Câmara de relações Exteriores e Defesa Nacional (Creden), que foi passo decisivo para aprimorar a coordenação entre os órgãos envolvidos", destacou. O chanceler ainda explicou que a nova política de fronteira terá como eixo presença eficaz do Estado e maior integração dos países vizinhos. "Para isso, convocaremos uma reunião em Brasília com os ministros de relações Exteriores do Cone Sul em conjunto com outros ministros para estabelecer as bases dessa coordenação", explicou. "Temos que agir de forma conjunta, em coordenação, ponto este que hoje deixa a desejar. E também essa ação contará com a nossa disponibilidade em aparatos de emergência e de homens", disse.

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