Diário da Região

10/04/2002 - 02h05min

Oriente Médio

Conflito não impede vendas a países árabes

Oriente Médio

Reuters Soldados israelenses liberam palestino detido em Belém
Soldados israelenses liberam palestino detido em Belém
O custo das importações e exportações com o Oriente Médio sobe em conseqüência do conflito entre israelenses e palestinos, mas, apesar disso, especialistas em comércio exterior e empresários da região ouvidos pelo Diário acreditam que os produtos brasileiros podem ganhar alguma vantagem no mercado consumidor árabe. Além da tradição comercial que o Brasil detém junto aos países árabes, o conflito pode estimular um sentimento anti-americano entre os consumidores árabes, favorecendo a imagem de produtos originários de outras partes do mundo, como os brasileiros. O diretor da Estação Aduaneira do Interior (Eadi) de Rio Preto, Ricardo Mazon, afirma que as exportações encareceram cerca de 10%. “A elevação é resultante do risco eminente com a guerra e também do risco país. Aqueles países podem declarar moratória e o dinheiro fica impedido de sair”, afirma Mazon. De acordo com ele, a região de Rio Preto exporta principalmente carne bovina e móveis para o Oriente Médio.

Mazon analisa que os produtos brasileiros têm boa aceitação pelos árabes por causa da relação comercial que se estende desde a década de 70. O Brasil é um país neutro no cenário do conflito. “Vários episódios históricos mostram que, muitas vezes, o Brasil não participou da retaliação comercial sofrida por aqueles países. Temos um ótimo relacionamento com eles, um ponto positivo para ampliar nossos negócios nesses momentos de tensão”, afirma. As exportações com desembarque no porto de Ácaba, na Jordânia, na divisa com Israel, teve um acréscimo de US$ 150 a US$ 250 por contêiner em decorrência de um seguro de guerra, exigência atual por causa da ação militar de Israel na Cisjordânia, na operação “Muralha Protetora”, a pretexto de conter uma onda de atentados contra a população civil israelense. “O preço do seguro é variável, dependendo do valor da mercadoria. Os navios correm o risco de serem bombardeados. Quanto mais próximo da zona de conflito, maiores são as exigências com a segurança”, afirma Sarout. De acordo com ele, atualmente as regiões mais arriscadas com o conflito são, por ordem, a Jordânia, Líbano, Turquia, Síria e Dubai (um dos Emirados Árabes Unidos).

Desde julho do ano passado, Sarout intermedia relações comerciais entre empresários da região com empresas dos países do Oriente Médio. São cerca de 60 empresas de vários segmentos (como móveis, ventiladores, máquinas agrícolas, sucos, café, equipamentos médicos e refrigeradores) que estão tentando ganhar mercados árabes. “Estive no Oriente Médio há cerca de um mês e o conflito não é motivo para desestimular os empresários interessados na exportação para aqueles países”, afirma Sarout. A Braile Biomédica, de Rio Preto, exporta equipamentos e produtos cardiovasculares para Catar, Turquia, Kwait, Paquistão, Jordânia e Síria, países no Oriente Médio ou situados geograficamente próximos às áreas de conflito. “O nosso produto, por ser médico, acaba sendo beneficiado. Os nossos maiores concorrentes são as multinacionais européias e norte-amercianas que, nesses momentos de guerra, são rejeitadas pelos países árabes”, afirma a diretora da Braile Biomédica Patrícia Braile. A empresa está iniciando negócios com Israel, Irã, Iraque e Líbano.

Importação
O despachante aduaneiro Paulo Narcizo Rodrigues aconselha ao empresário que vai importar produto dos países em conflito a fazer um seguro da mercadoria. “Nessas situações, nunca se sabe o que pode acontecer. O carregamento pode ser desviado para outro país, por exemplo. É melhor prevenir, para evitar prejuízos”, comenta.

Exportação de carne em alta
As exportações de carne in natura no ano de 2001 tiveram um crescimento considerável para alguns países do Oriente Médio, de acordo com a Associação Brasileira dos Importadores e Exportadores de Carne (Abiec). O Egito foi o terceiro maior comprador da carne brasileira no ano passado, consumindo 50 mil toneladas do produto (US$ 70 milhões). Israel, por sua vez, comprou 34 mil toneladas de carne

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso