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Diário da Região

12/07/2015 - 19h21min

São Paulo

Com impasse grego, euro recua na Ásia e mercados podem ter semana volátil

São Paulo

Os investidores devem enfrentar outra semana frenética após a Grécia e os credores internacionais permanecerem no impasse para chegar a um acordo neste final de semana. No início das negociações na Ásia nesta segunda-feira, o euro caiu 0,5% em relação ao dólar norte-americano. "Os mercados não vão gostar", disse François Savary, estrategista-chefe do banco suíço Reyl, que administra US$ 11,4 bilhões. Os investidores estavam se preparando para um terceiro pacote de ajuda financeira. Foi informado hoje que o valor necessário da ajuda está entre 82 bilhões de euros e 86 bilhões de euros, ante 74 bilhões de euros anunciados no sábado. A onda de otimismo que impulsionou as bolsas da Europa e dos EUA no fim da semana passada, com os investidores apostando que um acordo para manter o país na zona do euro estava perto, pode se voltar novamente para o pessimismo, com a proposta da Alemanha de uma saída temporária da Grécia da zona do euro, com duração de cinco anos, no foco. Além disso, autoridades europeias, que falaram sob condição de anonimato, disseram que a principal diferença na reunião entre a Grécia e os credores é quando o Banco Central Europeu (BCE) poderia começar a elevar a linha de empréstimos emergenciais (ELA, na sigla em inglês). No entanto, uma das autoridades falou que o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, advertiu os ministros de Finanças da zona do euro de que os bancos gregos estão em risco e que a necessidade de um acordo é urgente. Sem a perspectiva de um acordo, o BCE não será capaz de aumentar a linha de empréstimos emergenciais (ELA, na sigla em inglês) aos bancos gregos, disse a autoridade. O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, quer um acordo para receber ajuda do BCE a partir desta segunda-feira, enquanto os credores europeus querem aguardar até que o Parlamento grego aprove as medidas de austeridade. O documento preparado pelos ministros de Finanças da zona do euro visto pelo Wall Street Journal mostra que as negociações sobre um novo financiamento à Grécia só poderia começar depois que o Parlamento em Atenas aprovar as revisões gerais no setor de pensões e os aumentos de impostos, juntamente com outras medidas de política financeira. Três pontos fundamentais foram exigidos. O primeiro é que o Parlamento grego precisa aprovar as medidas até a próxima quarta-feira, 15. O segundo ponto é nas difíceis condições em relação à reforma trabalhista, que tornaria mais fácil aos empregadores demitirem os trabalhadores, além de aumentos no IVA Imposto sobre Valor Agregado e demais impostos. E o terceiro ponto são medidas mais duras sobre privatização de ativos estatais, incluindo a empresa de energia elétrica. Segundo o jornal The Guardian, a Grécia precisa decidir se assina o acordo que prevê que o Parlamento aprove o novo pacote de austeridade até quarta-feira ou se a Atenas sai temporariamente da zona do euro. Esta última proposta foi feita pela Alemanha e deixaria a Grécia fora da zona do euro por cinco anos, em troca de reestruturação da dívida. Duas semanas atrás, muitos dos principais índices europeus sofreram suas piores derrotas em anos no primeiro dia de negociação após Tsipras anunciar que iria realizar um plebiscito para saber se a população aceitava ou não os termos dos credores da Grécia para desbloquear uma ajuda financeira. A queda das ações em Wall Street levou o índice Dow Jones a seu maior declínio diário desde outubro. Para os mercados, a falta de um acordo "será um retrocesso, mas não há razão para pânico total", disse van Nieuwenhuijzen, estrategista-chefe da NN Investment Partners. O prazo final deste domingo para um acordo grego foi colocado pelos líderes europeus, mas o mercado segue de olho no prazo que a Grécia tem para pagar uma dívida no valor de 4,2 bilhões de euros ao BCE no dia 20 de julho. Por enquanto, os mercados vão se concentrar sobre o andamento das negociações ao longo dos próximos dias, de acordo com Mads Pedersen, diretor de alocação de ativos do UBS Wealth Management, que administra cerca de 2 trilhões em ativos. "Parece ser mais uma semana volátil", acrescentou ele. (Com informações da Dow Jones Newswires)

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