Diário da Região

27/11/2012 - 01h50min

Contratação

Comércio de Rio Preto investe em temporários

Contratação

Hamilton Pavam Morgana Assaf orienta as temporárias Anna e Daniela
Morgana Assaf orienta as temporárias Anna e Daniela

O comércio de Rio Preto está investindo R$ 8,325 milhões em contratos temporários neste último trimestre do ano para se preparar para as vendas de Natal. O volume refere-se ao pagamento total de três meses de salários para 3 mil vendedores, que têm piso de R$ 925.


O valor não leva em conta encargos trabalhistas e sim somente o dinheiro que vai para o bolso dos comerciários. Como esse ano a estimativa de efetivação é de 35% desses trabalhadores, a partir de janeiro os comerciantes vão desembolsar pelo menos R$ 971,2 mil a mais com salários por mês.


Projeções


Entre 1.050 e 1,2 mil trabalhadores temporários que vão ocupar postos no comércio de Rio Preto neste ano em função das vendas de Natal podem continuar atendendo os consumidores em 2013. As chances de efetivação no comércio de Rio Preto estão maiores.


Historicamente, o percentual atinge 30%, mas, em 2012, pode oscilar entre 35% e 40%, segundo a presidente da Associação Comercial e Empresarial de Rio Preto (Acirp), Adriana Neves. “As empresas estão com dificuldade em encontrar pessoas no perfil que buscam, por isso, pode haver uma absorção maior”, afirma. A maior parte das ofertas é para vendedor e atendente.


E as oportunidades são ainda mais interessantes para aqueles trabalhadores que ainda não têm experiência como o principal quesito em seu currículo. Por se tratar de um contrato com período determinado, as empresas acabam contratando pessoas inexperientes. “Esse trabalhador adquire experiência em dois ou três meses e, se mostrar dedicação, boa vontade e empenho pode ser efetivado.”


Segundo Adriana, o comércio de Rio Preto vive um momento de crescimento, com a recente abertura de um shopping e vinda de grandes lojas, por isso a dificuldade em encontrar profissionais disponíveis. “A disputa pelas pessoas mais capacitadas está grande, até pelo bom momento da construção civil, que movimenta não apenas o canteiro de obras, mas uma série de outros trabalhadores.”


Mão de obra está mais escassa


A empresária Morgana Assaff, que comanda uma loja em shopping, conta que teve muitas dificuldades para encontrar trabalhadores que pudessem ocupar as duas vagas temporárias abertas na loja. Segundo ela, os candidatos não querem trabalhar nos fins de semana e também não apresentam um mínimo de experiência no ramo. “As pessoas acham que vão começar a trabalhar no comércio e ganhar dinheiro. Não é bem assim . A competitividade está forte em todos as áreas.”


Morgana diz que optou por contratar duas funcionárias com um período de maior antecedência para que pudesse fazer o treinamento das mesmas, o que significa investimento. Ela escolheu duas trabalhadoras temporárias mais jovens, de 16 e 17 anos, que já têm a perspectiva real de efetivação. “O consumidor está mais exigente e requer um atendimento mais qualificado.”

Rubens Cardia Adriana Neves: Expectativa é aumentar entre 5% e 10%

Expectativa é vender 30% mais

O contingente de comerciários em Rio Preto, trabalhadores dos setores do comércio e de serviços, chega a 12 mil pessoas, importante força motriz da economia local, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Rio Preto. O piso do trabalhador em geral está em R$ 925, conforme recente convenção coletiva.

Isso quer dizer que o comércio vai investir pelo menos R$ 971,2 mil na remuneração da parcela mínima de 35% que for efetivada. Se o empregado for comissionista, tem uma garantia de R$ 1.085, ou seja, se não atingir esse valor, recebe essa remuneração. Já os operadores de caixa recebem R$ 993.

A previsão do sindicato dos trabalhadores é ainda mais otimista. A estimativa é que as contratações temporárias neste ano fiquem entre 4 mil e 4,2 mil pessoas. A razão é a instalação do Shopping Cidade Norte e do aumento do movimento do período. “O boom de contratações ocorre a partir de outubro, quando as empresas contratam para treinar os funcionários. Essa é uma grande oportunidade para o primeiro emprego ou para quem estava desempregado”, afirma o vice-presidente do sindicato, Miltermai Sanches.

Neste Natal, as perspectivas de vendas são otimistas e chegam a 30%. O Sincomercio prevê um aumento entre 5% e 6% nas lojas do Centro, em relação ao mesmo período do ano passado, mas entre os shoppings, a previsão de crescimento chega a 30%.

Vaga efetiva foi antecipada

A comerciária Flávia Erica Ranzoni Rodrigues, 27 anos, mal terminou o contrato temporário e já soube que será efetivada por seu chefe. Ela começou a trabalhar na loja Companhia S/A no dia 10 de setembro, por um período de três meses, como caixa. Antes disso, estava desempregada há três meses, depois de ter saído de Olímpia, cidade onde vivia. “Já tinha trabalhado com vendas e aproveitei que o comércio sempre contrata no fim de ano.”

Segundo Flávia, que busca crescer na profissão, a chance da efetivação ocorreu por conta da dedicação demonstrada nesse curto período de tempo. “É preciso fazer o que te delegam com atenção e carinho, buscando sempre acertar e não repetir os erros”, afirma.

Edvaldo Santos Flavia Ranzoni agora será efetivada

Inexperientes têm chances

A psicóloga Daniela Brandi, diretora para Recursos Humanos da Acirp, reforça que esse é o único período do ano em que a exigência por experiência fica em segundo plano pelos contratantes. “O empresário precisa que alguém ocupe a função ou área e contrata que não tem experiência”, afirma.

Segundo a especialista em RH, os candidatos a uma vaga temporária, principalmente os focados na efetivação, precisam ter vontade de aprender, disponibilidade e não colocar condições na hora na contratação. “Não existe milagre, trabalho é um aprendizado, um dia após o outro”, afirmou.

Como outras dicas, ela cita atender bem o cliente, ouvir o que o chefe tem a falar, saber trabalhar em equipe, fazer o que tem de ser feito, mais uma vez a orientação de estar aberto ao novo e trabalhar como se há fosse um efetivo. “O sorriso no rosto é um sintoma de proatividade, que pode ser um grande diferencial também.”

De acordo com o diretor-executivo do Sincomercio, Ricardo Ismael Arroyo, nesta época do ano aumenta a procura por profissionais, que podem ser efetivados depois do período de festas. “É uma oportunidade para quem estava fora do mercado de trabalho e busca uma nova chance no comércio local. Existe ainda a facilidade para a empresa, que recebe somente os candidatos que se encaixam na vaga anunciada. O candidato ganha com as indicações, que passam a ser maiores, e o empregador fica com mais opções na hora da escolha”, diz.

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