Diário da Região

21/09/2011 - 00h48min

Mudanças sociais

Classe média mora em menos espaço

Mudanças sociais

Guilherme Baffi Jorge D’Amico: idade da construção altera valor do metro quadrado
Jorge D’Amico: idade da construção altera valor do metro quadrado

Os padrões de construção de imóveis, voltados à classe média, diminuíram cerca de 30% em relação aos empreendimentos de 40 anos atrás. Em Rio Preto, os imóveis apresentavam em média 120 metros quadrados de área construída, hoje a média fica em torno de 80 metros quadrados. A diminuição da família, o aumento dos custos com terrenos e construção, o aumento da área de lazer e até a tecnologia são fatores que contribuíram para este processo. Para o diretor da Regional do SindusCon-SP de Rio Preto, Emílio Pinhatari, o principal motivo é que as famílias ficaram menores e que há mais pessoas morando sozinhas, o que significa que os espaços de moradia não necessitam de muito espaço. “Na década de 70, por exemplo, a família brasileira média tinha cinco pessoas e hoje é de três pessoas habitando o mesmo imóvel”.


A técnica Cultural Joice Zorzi ilustra este fenômeno. Ela comprou seu primeiro imóvel em um novo empreendimento da cidade e vai sair da casa dos pais assim que a casa for entregue. O terreno tem 60 metros quadrados, com 42 metros quadrados de área construída. “É um bom tamanho para quem mora sozinho ou um casal sem filhos. Para uma família não dá. Imagina ter que dividir um banheiro. Acredito que atualmente as casas são apenas dormitórios.” Outro fator importante apontado por Pinhatari são os preços dos terrenos e dos próprios imóveis, que subiram muito nas últimas décadas. Por isso as construtoras reduziram o tamanho, para melhor aproveitar os espaços.


Outro aspecto a considerar é que entorno dos imóveis hoje é mais valorizado, ou seja, as áreas de uso comum como as churrasqueiras, redários e piscinas foram ampliadas e melhoradas, fazendo com que as pessoas possam ter menores espaços em casa, mas com mais opções de lazer. A tecnologia também é responsável pela diminuição dos imóveis. Com sua evolução, os aparelhos eletrônicos e domésticos são menores e os móveis são planejados conforme o espaço disponível do cliente.


Esses são alguns fatores que faz com que as novas moradias não necessitem de espaços muito amplos. A jornalista Mirna de Lima Soares comprou um apartamento ainda na planta e, antes de se mudar, teve de se desfazer de alguns móveis e se adaptar ao novo espaço. “O segredo foi colocar móveis planejados. Assim, o ambiente fica de acordo com as necessidades e ao mesmo tempo deixa tudo organizado e aproveita melhor os espaços. A vantagem dos apartamentos pequenos é que você não pode ser um acumulador. Você se torna uma pessoa que está sempre renovando o ‘estoque’. Para entrar coisa nova, algo velho tem de dar lugar, precisa ser descartado, o que deixa tudo sempre bem organizado.”


Diversidade


Hoje há público para todos os gostos e bolsos. Por isso, as construtoras lançam produtos que atendam as necessidades de cada tipo de público. Há empresas que optam por construir para classes mais populares, outras voltadas para imóveis para a classe média e ainda outras com foco em alto padrão. Os imóveis de alto padrão pouco diminuíram em relação aos de classe média e os populares se mantiveram com a mesma média de metragem de 40 anos atrás.

Guilherme Baffi Mirna Soares: móveis planejados ajudam a aproveitar os espaços

Idade do imóvel altera os preços

Os preços do metro quadrado em Rio Preto variam conforme a data da construção. Empreendimentos com a mesma metragem podem valer até três vezes mais que o seu semelhante com mais de 20 anos. A regra vale isso não apenas na compra, mas também no valor do aluguel. O administrador de imóveis Jorge Humberto D’Amico apresentou, como exemplo, um apartamento de 180 metros quadrados construído há 40 anos, no Centro de Rio Preto, com três quartos, três banheiros e um valor de aluguel de R$ 560. Para comparar, afirma que um apartamento com menos de dez anos de construção, em bairros centrais, com três quartos e cerca de 90 metros quadrados, o valor do aluguel sai em torno de R$ 1 mil. O valor de venda também apresenta diferenças. Um apartamento com mais de 20 anos de construção, com 90 metros quadrados, vale hoje no mercado algo em torno de R$ 170 mil, enquanto um com menos de dez anos e a mesma metragem pode chegar a R$ 280 mil.“Antigamente as construções eram mais artesanais, não existiam recuos nas construções dos edifícios e os condomínios quase não ofereciam opções de lazer ou áreas comuns. A verticalização da cidade acontecia mais lentamente. Hoje, com o aumento da população e a crescente economia, é necessária a racionalização do espaço urbano”, diz D’Amico.Quer ler o jornal na íntegra? Acesse aqui o Diário da Região Digital

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