Diário da Região

05/05/2002 - 01h06min

Novo Horizonte

China investe US$ 1 milhão na região

Novo Horizonte

Rubens Cardia Cláudia Yu Watanabe, secretária de Planejamento da prefeitura
Cláudia Yu Watanabe, secretária de Planejamento da prefeitura
Depois de dois anos de negociações, o Ministério da Indústria e Comércio Exterior da China autorizou investimentos iniciais de US$ 1 milhão na instalação da empresa chinesa Hubei Maiya em Novo Horizonte, a 90 quilômetros de Rio Preto. De acordo com a secretária de Planejamento e Chefe de Gabinete da prefeitura, Cláudia Yu Watanabe, a Maiya vai gerar cerca de 50 empregos diretos e outros 25 indiretos na fabricação de cobertores de fibra sintética - pelúcia -, da marca Xiantao, palavra chinesa que significa “pêssego”, e que pretende associar ao produto a idéia da maciez da fruta. A secretária adianta ainda que a indústria fabricará inicialmente 300 mil cobertores. O mercado americano ainda não dispõe da oferta desse tipo de cobertor. Os chineses pretendem conquistar o mercado da região Sul do País. Aprovado o plano chinês de viabilidade econômica, o próximo passo será a constituição de uma joint-venture que receberá o nome de Maiya do Brasil. Joint-venture é uma associação de empresas, privadas ou públicas, para execução de um projeto específico. A construção da unidade brasileira vai se iniciar no segundo semestre deste ano.

“Foi a primeira empresa autorizada pelo governo chinês a atuar no exterior depois que a China entrou na Organização Mundial do Comércio. É uma grande vitória”, afirma Cláudia Watanabe. O lançamento do projeto terá a presença do vice-governador da província de Hubei, Daokun Deng, que chefiará a missão chinesa em visita de sete dias ao Brasil. “A visita deve acontecer em junho ou julho. Por questão cultural, o presidente do Grupo Hubei, Ye Jin Tang, vem ao País quando a empresa estiver operando”, explica. Com a empresa constituída, começa o processo de importação das máquinas para a montagem da linha de produção. Cláudia afirma que, apesar de as máquinas e matéria-prima serem importados da China, o acordo celebrado para a instalação da empresa garante a transferência de tecnologia, treinamento de pessoal, mão-de-obra local e investimento direto. O terreno de 50 de mil metros quadrados foi adquirido pela prefeitura por R$ 80 mil. “Serão construídos um galpão e cinco casas para os técnicos chineses, que virão ao Brasil implantar a empresa”, afirma Claudia.

A intenção dos dirigentes é fazer com que a unidade seja uma plataforma para negócios com o Mercosul e América Latina. “A política de expansão dos dirigentes chineses é muito agressiva. Eles pretendem atingir esses mercados em três anos. Os investimentos chineses são planejados para um período de 20 anos e o valor do investimento pode ser dez vezes maior que o inicial”, explica Cláudia. A Hubei Maiya é uma empresa estatal, localizada na cidade de Xiantao na província de Hubei. O ramo têxtil é uma das suas divisões. Com dois mil funcionários, exporta tecidos para a fabricação de ternos italianos e possui ainda uma linha de medicamentos. “A intenção dos chineses é atingir também o mercado dos Estados Unidos por meio da plataforma em Novo Horizonte”, afirma Cláudia.

Cidade Irmãs - Novo Horizonte e Xiantao são, a partir de agora, cidades irmãs. A declaração vai permitir o intercâmbio entre os dois municípios, como ações de integração nas áreas social, econômica e cultural.

País já é nosso segundo parceiro na Ásia - A China é tradicionalmente nosso segundo maior parceiro comercial na Ásia, depois do Japão. O Brasil, por sua vez, é o maior parceiro da China na América. O intercâmbio tem apresentado crescimento vigoroso, mas no plano econômico-comercial, o relacionamento acha-se muito aquém de seu potencial, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil. No segundo semestre de 2001, a China superou o Japão como principal destino das exportações brasileiras na Ásia nos meses de julho, agosto e setembro (US$ 209.990, US$ 271.190 e US$ 205.579, contra, respectivamente, US$ 177.551, US$ 174.192 e US$ 142.103 do Japão naqueles meses). “Os negócios com a China superaram os realizados com a Inglaterra, França e Itália no ano passado.

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