Diário da Região

25/10/2011 - 01h50min

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Cheque especial inicia redução dos juros

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Arquivo É a primeira redução desde que o Banco Central (foto) iniciou, em agosto, a redução da taxa básica de juros, a Selic
É a primeira redução desde que o Banco Central (foto) iniciou, em agosto, a redução da taxa básica de juros, a Selic

Após nove meses de alta seguida, a pesquisa mensal da Fundação Procon-SP, divulgada ontem, revelou que a taxa média do cheque especial entre os principais bancos comerciais apresentou a sua primeira queda em outubro. Mesmo assim, o correntista deve ficar alerta, uma vez que os juros, ao ano, continuam muito altos. De acordo com o Procon, a taxa média dos bancos pesquisados foi de 9,55% ao mês (a.m.), inferior à do mês anterior, que foi de 9,57% a.m., significando um decréscimo de 0,02 ponto percentual. Ao ano, a taxa projeta 198,78%, pouco menor que a registrada no mês anterior (199,39%).


É a primeira redução desde que o Banco Central iniciou, em agosto, a redução da taxa básica de juros, a Selic. O primeiro corte veio em 31 de agosto, quando passou de 12,50% para 12,00% ao ano; e o segundo no último dia 19, baixando para 11,50% ao ano. Em outubro, a taxa média nos bancos pesquisados foi de 5,85% a.m., inferior a do mês anterior que foi de 5,86% a.m. Ao ano, a taxa estava em 98,34% em agosto e, agora, caiu a 97,86%. Segundo o economista Walter Vieira, embora em queda, as taxas continuam as maiores do mundo. “Essa redução é para manter o equilíbrio da demanda entre as famílias e, portanto, a capacidade produtiva do País.”


Mesmo que o custo do crédito esteja em queda, esse dinheiro só deve ser usado em situações extremas e nunca para a compra de bens de consumo. “O ideal é poupar parte da renda e quando quiser comprar algo, pagar à vista para conseguir desconto.” “O cenário continua desfavorável para os empréstimos financeiros, pois as taxas de juros continuam altas”, afirma o Procon-SP, em nota. “O Brasil continua com os maiores juros reais do mundo. Desta forma, o consumidor deve manter a cautela, procurando analisar todas as opções de empréstimos/financiamentos.”


De banco para banco


O tomador de crédito deve pesquisar entre os bancos qual oferece melhores taxas. A variação entre a menor e a maior taxa de juros na modalidade cheque especial chegou a 50%, o que significa R$ 401,17 para a simulação de um empréstimo de R$ 1 mil a ser pago pelo consumidor em seis meses. A constatação é do consultor financeiro João Elias Martins, da Regente Assessoria Empresarial, a pedido do Diário.


Se o débito de R$ 1 mil com o cheque especial for balizado pela taxa de 8,20%, em seis meses a dívida será de R$ 1.604,58. Se for com a taxa de 12,30%, o valor da dívida passará para R$ 2.005,76. “É uma variação muito significativa entre as taxas praticadas pelas instituições. Os R$ 401,17 de diferença representam 40% do capital inicial”, afirma.


Para o empréstimo pessoal com taxa de 5,35%, o valor a ser pago será de R$ 1.195,37, ou seja, R$ 195,37 de juros. Já para a maior taxa, de 6,45%, o valor final da dívida sobe para R$ 1.237,44, ou seja, R$ 237,44 de juros. “O cálculo foi feito para pagamento em seis meses, mas é preciso lembrar que quanto maior o prazo maior o custo do crédito.”


Ação visa amenizar recessão


A redução nas taxas de juros no varejo tem a intenção de amenizar uma recessão no mercado interno, que pode acontecer em função do agravamento da crise internacional. Quem afirma é o economista Hipólito Martins Filho. Além disso, é um reflexo da redução da taxa Selic, base da economia brasileira, neste mês, embora a pesquisa da Fundação Procon tenha sido realizada antes da decisão. “Essa tendência de queda ocorre em função do cenário mundial incerto”. A Selic baixou meio ponto percentual, de 12% para 11,50% ao ano.


Segundo Martins, a redução nos juros só não foi maior em função do aumento da inflação, provocada pelo aumento do consumo. “Para conter essa demanda, o governo vem reduzindo os juros aos poucos.” Segundo Martins Filho, a queda é positiva, mas só não é maior porque existe uma concentração de 70% do crédito entre os cinco maiores bancos no Brasil. “Por isso, a orientação ao consumidor é sempre pesquisar entre as instituições porque pode parecer uma pequena variação, mas que faz diferença no final”, afirma. Para o economista Walter Vieira, a tendência é de manutenção da queda dos juros já que a Selic deve ser reduzida novamente na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em novembro.

   

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