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Diário da Região

16/12/2016 - 18h43min

São Paulo

Cautela com política e exterior pesa e Bovespa fecha estável

São Paulo

A bolsa foi paulatinamente perdendo força de alta ao longo da tarde desta sexta-feira, 16, e zerou os ganhos no fechamento da sessão, em que nas máximas chegou a retomar os 59 mil pontos. Após acelerar ganhos para acima de 1%, o índice esmoreceu, influenciado pelas bolsas norte-americanas, que se firmaram em baixa, e pela cautela com o cenário político às vésperas do fim de semana. Analistas citaram ainda um relatório do Credit Suisse reduzindo recomendação para ativos brasileiros. Com relação ao pacote de medida econômicas anunciado ontem pelo governo, o mercado viu como positivo, mas sem força para trazer resultados de curto prazo. O Ibovespa fechou com 58.389,04 pontos (-0,01%), perto da mínima de 58.365,46 pontos (-0,05%). Na máxima, atingiu 59.311,73 pontos (+1,57%). O volume foi de R$ 7,08 bilhões. A bolsa fecha a semana com perda de 3,49%. No mês, a queda acumulada chega a 3,90%, mas no ano há valorização de 34,70%. Enquanto o setor financeiro sustentou ganhos consistentes durante a tarde, os papéis da Petrobras arrefeceram, mesmo com o petróleo em alta de mais de 2%, influenciando o índice à vista. Petrobras ON fechou em queda de 1,20% e a PN, de 0,61%, nas mínimas. Além disso, Vale e siderúrgicas também cederam, a despeito da alta dos preços do minério de ferro na China. Vale PNA recuou 2,84% e Usiminas PNA, -1,98%. O pacote econômico do governo, bastante focado no setor financeiro, ajudou os bancos e operadoras de cartões, que podem sentir mais imediatamente os efeitos. Cielo ON (+8,17%) liderou o ranking das maiores altas. Santander Unit (+3,18%) também foi destaque, já que as medidas anunciadas ontem pelo governo devem aumentar a competitividade no setor de cartões, o que beneficia a GetNet, credenciadora controlada pelo banco espanhol. O cenário político não trouxe nenhuma novidade fortemente negativa nesta sexta-feira, mas a pesquisa CNI/Ibope mostrou aumento na avaliação ruim do governo Temer, de 39% para 46%. "O mercado seguiu bastante volátil e a tônica, a mesma. O pacote foi bom e ajudou um pouco, mas muita gente está no aguardo de mais resultados da delação da Odebrecht", afirmou o diretor da Valor Gestão de Recursos, William Castro Alves. Nos EUA, as bolsas passaram boa parte da tarde no vermelho, após os EUA realizarem queixa diplomática formal depois que um navio de guerra chinês capturou um drone americano que estava coletando dados científicos no Mar do Sul da China. Além disso, a taxa da T-Note de dez anos voltava ao patamar de 2,60% no final do dia, o que também acentuou a postura defensiva do investidor. Perto das 18 horas, o Dow Jones caía 0,02% e o S&P 500, 0,17%.

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