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03/06/2015 - 17h02min

São Paulo

Caixa vende R$ 1 bilhão em crédito vencido e vai manter estratégia

São Paulo

A Caixa Econômica Federal vendeu R$ 1 bilhão em créditos vencidos já baixados como prejuízo no primeiro trimestre e deve manter essa estratégia nos próximos trimestre, de acordo com a vice-presidente de Riscos do banco, Alexsandra Camelo Braga. "Como esses créditos já estão baixados a prejuízo, não refletem no nosso índice de inadimplência", explica ela, em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. No ano passado, a Caixa transferiu R$ 8,2 bilhões para uma empresa especializada na recuperação desses empréstimos já baixados a prejuízos. Além disso, firmou um contrato com uma nova empresa para ceder outros R$ 3,7 bilhões. "Vamos seguir com a venda de crédito não performado", ressalta Alexsandra. Sobre o aumento da inadimplência no primeiro trimestre, Márcio Percival, vice-presidente de Finanças e Controladoria da Caixa, disse que a piora ocorreu dentro da banda esperada pelo banco, de 2,5% a 3,0%. No primeiro trimestre, o indicador, considerando os atrasos acima de 90 dias, ficou em 2,86%, acima dos 2,56% vistos em dezembro. Em um ano, o aumento foi de 0,23 ponto porcentual. "A inadimplência cresceu dentro das nossas expectativas e sofreu impacto da sazonalidade normal do primeiro trimestre", reforça Percival. Alexsandra garante que no primeiro trimestre a Caixa não teve piora no risco de crédito, uma vez que parte dos empréstimos estão vinculados a Project Finance. O aumento das provisões no período, segundo ela, seguiu as regras do Banco Central, como, por exemplo, para clientes que entram em recuperação judicial. No primeiro trimestre, várias empresas, dentre elas algumas envolvidas na Lava Jato, recorreram a essa saída para reestruturarem suas dívidas. Apesar disso, as despesas com provisões para devedores duvidosos, as chamadas PDDs, da Caixa mais que dobraram no primeiro trimestre ante um ano, com crescimento de 102,9%, para R$ 5,027 bilhões. No comparativo trimestral, esses gastos foram 45,9% maiores. "Esse aumento decorreu, em grande parte, do alinhamento do nível de provisionamento ao nível de risco da carteira de crédito comercial", acrescenta a Caixa, em seu balanço. O saldo de PDDs da Caixa totalizou R$ 28,397 bilhões de janeiro a março, aumento de 16,6% em um ano e 5,9% ante o trimestre anterior. Emissões externas A Caixa está acompanhando a reabertura do mercado externo para emissores brasileiros, mas não planeja captações neste ano, conforme Percival. "Estamos olhando, mas não temos expectativa de emitir", disse o executivo. Em relação à demanda para a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Par Corretora, que tem exclusividade para vender seguros nas agências da Caixa, Percival afirmou que "foi ótima". Segundo fontes, as ordens de investidores superaram os R$ 5 bilhões, estimulando, inclusive, a elevação da faixa indicativa de preço. Sobre o IPO da Caixa Seguros, Percival não quis comentar. Conforme o Broadcast antecipou em 4 de maio, o banco público selecionou nove bancos para assessorá-lo na estruturação de uma holding e abertura de capital da sua seguradora. O Banco do Brasil e o UBS serão líderes da operação, enquanto Bradesco BBI, Itaú BBA, Goldman Sachs serão coordenadores globais. Também vão participar da operação, segundo fontes, o Citibank, BTG Pactual, Brasil Plural e Bank Of America Merril Lynch. A Caixa mira setembro como uma janela de mercado, segundo fontes, para fazer a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da sua seguradora. No entanto, o fato de ter sido citada na operação Lava Jato, de acordo com fontes, poderia incluir mais desafios para a abertura de capital da seguradora ainda neste ano.

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A Caixa Econômica Federal vendeu R$ 1 bilhão em créditos vencidos já baixados como prejuízo no primeiro trimestre e deve manter essa estratégia nos próximos trimestre, de acordo com a vice-presidente de Riscos do banco, Alexsandra Camelo Braga. "Como esses créditos já estão baixados a prejuízo, não refletem no nosso índice de inadimplência", explica ela, em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. No ano passado, a Caixa transferiu R$ 8,2 bilhões para uma empresa especializada na recuperação desses empréstimos já baixados a prejuízos. Além disso, firmou um contrato com uma nova empresa para ceder outros R$ 3,7 bilhões. "Vamos seguir com a venda de crédito não performado", ressalta Alexsandra. Sobre o aumento da inadimplência no primeiro trimestre, Márcio Percival, vice-presidente de Finanças e Controladoria da Caixa, disse que a piora ocorreu dentro da banda esperada pelo banco, de 2,5% a 3,0%. No primeiro trimestre, o indicador, considerando os atrasos acima de 90 dias, ficou em 2,86%, acima dos 2,56% vistos em dezembro. Em um ano, o aumento foi de 0,23 ponto porcentual. "A inadimplência cresceu dentro das nossas expectativas e sofreu impacto da sazonalidade normal do primeiro trimestre", reforça Percival. Alexsandra garante que no primeiro trimestre a Caixa não teve piora no risco de crédito, uma vez que parte dos empréstimos estão vinculados a Project Finance. O aumento das provisões no período, segundo ela, seguiu as regras do Banco Central, como, por exemplo, para clientes que entram em recuperação judicial. No primeiro trimestre, várias empresas, dentre elas algumas envolvidas na Lava Jato, recorreram a essa saída para reestruturarem suas dívidas. Apesar disso, as despesas com provisões para devedores duvidosos, as chamadas PDDs, da Caixa mais que dobraram no primeiro trimestre ante um ano, com crescimento de 102,9%, para R$ 5,027 bilhões. No comparativo trimestral, esses gastos foram 45,9% maiores. "Esse aumento decorreu, em grande parte, do alinhamento do nível de provisionamento ao nível de risco da carteira de crédito comercial", acrescenta a Caixa, em seu balanço. O saldo de PDDs da Caixa totalizou R$ 28,397 bilhões de janeiro a março, aumento de 16,6% em um ano e 5,9% ante o trimestre anterior. Emissões externas A Caixa está acompanhando a reabertura do mercado externo para emissores brasileiros, mas não planeja captações neste ano, conforme Percival. "Estamos olhando, mas não temos expectativa de emitir", disse o executivo. Em relação à demanda para a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Par Corretora, que tem exclusividade para vender seguros nas agências da Caixa, Percival afirmou que "foi ótima". Segundo fontes, as ordens de investidores superaram os R$ 5 bilhões, estimulando, inclusive, a elevação da faixa indicativa de preço. Sobre o IPO da Caixa Seguros, Percival não quis comentar. Conforme o Broadcast antecipou em 4 de maio, o banco público selecionou nove bancos para assessorá-lo na estruturação de uma holding e abertura de capital da sua seguradora. O Banco do Brasil e o UBS serão líderes da operação, enquanto Bradesco BBI, Itaú BBA, Goldman Sachs serão coordenadores globais. Também vão participar da operação, segundo fontes, o Citibank, BTG Pactual, Brasil Plural e Bank Of America Merril Lynch. A Caixa mira setembro como uma janela de mercado, segundo fontes, para fazer a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da sua seguradora. No entanto, o fato de ter sido citada na operação Lava Jato, de acordo com fontes, poderia incluir mais desafios para a abertura de capital da seguradora ainda neste ano.

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