Diário da Região

16/02/2003 - 02h11min

Exportações I

Brasil X EUA: o que está por trás da muralha

Exportações I

AP Cargueiro em Los Angeles: país deve comprar US$ 1,3 trilhão este ano
Cargueiro em Los Angeles: país deve comprar US$ 1,3 trilhão este ano
O governo petista de Luiz Inácio Lula da Silva vem desacelerando a negociação de novas perspectivas comerciais com os Estados Unidos, à espera de ter uma noção clara do quanto a Administração de Washington está disposta a ceder em sua política de subsídios amplos à produção agrícola norte-americana - se é que os norte-americanos estão mesmo dispostos a isso. A informação foi passada ao Diário por um funcionário da área de comércio exterior do Ministério da Agricultura. Só aos produtores de trigo, o governo George Bush reserva créditos especiais da ordem de US$ 1 bilhão este ano. A tática de desaquecer as trocas com os EUA é que explica o comportamento do ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, a 15 de janeiro último, na conversa que teve com Eduardo Carvalho, presidente da Unica, o sindicato patronal dos produtores de açúcar e álcool do Estado de São Paulo.

Carvalho contou a usineiros de Catanduva que propôs a importação de álcool dos Estados Unidos para contornar a crise de abastecimento do produto em São Paulo no início do ano, mas desaconselhou o plano “por motivos políticos” e evitou ser mais explícito. Rodrigues e seus colegas Celso Amorim, das Relações Exteriores, e Luís Furlan, do Desenvolvimento, passam este fim de semana em Tóquio, acompanhando os trabalhos da rodada de negociações agrícolas promovida pela Organização Mundial do Comércio (OMC). A atitude do governo Lula se insere em um quadro de nítido esfriamento das relações entre Brasília e Washington.

No fim de janeiro a embaixadora norte-americana no Brasil, Donna Hrinak, comunicou ao Ministério das Relações Exteriores o sentimento de decepção de seus superiores do Departamento de Estado com o apoio claro do presidente brasileiro à aliança de França e Alemanha contra a guerra no Iraque. O desânimo em Washington deve ter crescido na semana passada. Na quinta-feira, o embaixador do Brasil em Paris, Marcos Azambuja, entregou no Ministério do Exterior local uma nota de apoio de Brasília aos esforços que franceses, alemães e agora também os russos e chineses fazem, no sentido de evitar um novo conflito no Oriente Médio - o que parece ser decisão já tomada por Washington. Donna Hrinak já percebeu que o relacionamento bilateral entre o Brasil e os Estados Unidos assumiu a aparência de um campo minado. O Itamaraty se mostra pouco disposto a concordar com as imunidades solicitadas por Washington para seus cidadãos no recém-criado Tribunal Penal Internacional, sediado na Holanda. O Tribunal julgará crimes cometidos em áreas de conflito.

Além disso, o Brasil deve ser o único País a enfrentar as pretensões norte-americanas na próxima Conferência sobre Segurança Hemisférica, prevista para abril ou maio no México. No encontro, Washington proporá a formação de um acordo militar para o continente americano, destinado a substituir o veterano e obsoleto Tratado do Rio de Janeiro, de 1947. Sob esse novo guarda-chuva, forças militares norte-americanas poderiam executar bloqueios navais e intervir em território latino-americano, em missões anti-terror e de combate ao narcotráfico. O Presidente colombiano Álvaro Uribe - que não compareceu à posse do presidente Lula - já fez reiterados pedidos nesse sentido. Seu argumento é de que, sozinhas, as tropas de seu país não acabarão com a guerrilha esquerdista que controla a região central da Colômbia. O Brasil tem resistido a envolver-se militarmente no conflito interno da Colômbia e condena sua internacionalização.

Exportação:

>> Mais - US$ 1,7 bilhões em aço

>> Mais - US$ 1,2 bilhão em cítricos

>> Mais - US$ 1,1 bilhão em calçados

>> Mais - US$ 500 milhões em frango

>> Mais - US$ 700 milhões em têxteis (em cinco anos)

Fonte: Secex

O que e a Alca:

>> Países - 34
>> PIB dos países - US$ 11,5 trilhões
>> Mercado - 800 milhões de pessoas
>> Ano previsto para entrar em funcionamento - 2005

EUA tentam, sem sucesso, atrair o Brasil
Se o alinhamento do governo brasileiro à posição alemã e franc

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