X
X

Diário da Região

24/11/2015 - 10h14min

Rio e São Paulo

Brasil perdeu 1,237 milhão de vagas formais ante o 3º trimestre de 2014, diz IBGE

Rio e São Paulo

O País perdeu 1,237 milhões de postos de trabalho com carteira assinada no setor privado no terceiro trimestre do ano, em relação ao mesmo período do ano anterior. A queda foi de 3,4%, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados na manhã desta terça-feira, 24, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao segundo trimestre, o recuo nas vagas formais foi de 1,4%, 494 mil postos com carteira a menos. "As pessoas estão perdendo carteira de trabalho e se inserindo no mercado por conta própria, ou até abrindo um pequeno negócio", apontou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE. O total de trabalhadores por conta própria aumentou 3,5% ante o terceiro trimestre de 2014, 760 mil pessoas a mais nessa condição, enquanto os empregadores cresceram 7,9%, aumento de 297 mil. "Isso pode ser pequenos negócios abertos, com duas ou três pessoas empregadas", observou Azeredo. O emprego sem carteira no setor privado diminuiu 0,8% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, 81 mil pessoas a menos no período de um ano. Dois dígitos A taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua deve atingir dois dígitos em 2016, avaliou nesta terça o economista sênior da Haitong, Flávio Serrano. "Os dados da Pnad confirmam a deterioração do mercado de trabalho, que é reflexo da desaceleração intensa da economia. E é bem provável que esse processo de correção se intensifique até pelo menos meados do ano que vem, já que ainda não vemos sinais de acomodação da atividade", afirmou. "No entanto, como os efeitos do mercado de trabalho são defasados, não podemos imaginar até quando vai haver essa piora". O IBGE informou que o desemprego medido pela Pnad Contínua atingiu 8,9% no terceiro trimestre de 2015. Em igual período do ano passado, a taxa de desemprego era de 6,8%. Serrano, por sua vez, trabalhava com uma taxa de 8,8% nos três meses encerrados em setembro. "Esperávamos essa piora no mercado de trabalho por causa do ajuste econômico. Isso é ruim em termos de conjuntura, mas deve ter reflexos positivos em um novo ciclo de crescimento econômico guiado pelo investimento", disse.

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso